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06/03/20
Túlio Gadêlha (Foto: Leo Motta/JC Imagem)
Túlio Gadêlha (Foto: Leo Motta/JC Imagem)

Túlio Gadêlha se diz ‘decepcionado’ com colegas do PDT e se posiciona sobre candidatura a prefeito na segunda (9)

06 / mar
Publicado por José Matheus Santos em Notícias às 13:34

Em postagem no Instagram no início da tarde desta sexta-feira (6), o deputado federal Túlio Gadêlha criticou colegas da bancada federal do PDT e disse que apenas se pronunciará sobre a pré-candidatura a prefeito do Recife na próxima segunda-feira (9).

Nesta quinta-feira (5), o “Estadão” revelou que Túlio Gadêlha chorou em reunião interna da bancada do PDT ao ser derrotado na indicação do partido para comandar a liderança da minoria na Câmara dos Deputados e cogitou deixar a disputa para prefeito no Recife.

O cargo de líder da minoria é uma espécie de liderança da oposição na Câmara.

Túlio Gadêlha foi derrotado pelo o deputado André Figueiredo (PDT-CE). Ao perder a indicação, Túlio chegou a dizer aos colegas de bancada que retiraria sua candidatura a prefeito do Recife.

“O motivo das lágrimas não tem a ver com a candidatura no Recife, mas com a disputa da liderança do bloco e minha decepção com meus colegas de bancada do PDT. O fato é que havia conversado com 23 dos meus colegas deputados e 21 deles me garantiram o voto. Mas no momento da votação, que se deu de forma aberta, não me contive porque alguns deles decidiram apresentar e justificar um voto diferente me fazendo muitos elogios. Mas votando em outro candidato. Dos 21 votos, tive 3 (três)”, disse Túlio, em rede social.

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Entenda a disputa pela liderança da minoria

Por acordo, cabe ao PDT liderar a minoria na Câmara Federal em 2020. O nome indicado é de André Figueiredo. Ele deverá substituir a atual líder Jandira Feghali (PCdoB) na próxima semana. 

O PT chegou a indicar o deputado José Guimarães (CE) para o cargo, derrubando acordo feito com o PDT e demais partidos da oposição, mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vetou a indicação petista.

Após a determinação de Maia, a bancada do PDT se reuniu. Túlio Gadêlha se articulou para o cargo, mas teve o nome vetado pelos colegas pedetistas em votação.

Recado

Túlio Gadêlha aproveitou o pronunciamento sobre o impasse e aproveitou para alfinetar a direção nacional do PDT e também a legislação eleitoral.

“Entendo e sei que isso aconteceu porque o núcleo nacional do meu partido – as pessoas que definem a destinação de fundo eleitoral, de fundo partidário, a consolidação das alianças e definição das direções partidárias nos estados – escolheu outro nome, que aceitou disputar contra mim, naquele mesmo dia”, afirmou o deputado.

Apesar de se dizer decepcionado, Gadêlha isentou colegas de bancadas de terem “errado”.

“Meus colegas de bancada não estão errados, errada está a legislação eleitoral que nos torna parte, e ao mesmo tempo, reféns dos nossos próprios partidos. A intervenção dos partidos naquilo que não for programático, é, e sempre será, um erro”, declarou Túlio.

Na última quarta-feira (4), o pernambucano e deputado Wolney Queiroz (PDT-PE) foi eleito para a liderança da bancada do PDT. Cabe a ele liderar a bancada pedetista em 2020.

Candidatura a prefeito do Recife

Túlio Gadêlha promete se pronunciar sobre a pré-candidatura a prefeito do Recife em entrevista coletiva na próxima segunda-feira (9) no Recife. 

Trata-se de um momento instável no PDT, que já organizava a vinda do ex-ministro Ciro Gomes ao Recife daqui a duas semanas para um evento ligado à pré-candidatura de Túlio Gadêlha no Recife. 

Túlio Gadêlha foi lançado como pré-candidato a prefeito do Recife pela cúpula nacional do PDT. Em passagem pelo Recife semanas antes do Carnaval, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, defendeu alternância de poder na cidade ao lançar o nome do deputado federal para a disputa majoritária.

Em entrevista ao repórter José Matheus Santos, do blog, no fim de janeiro, Carlos Lupi chegou a classificar Túlio como “candidatíssimo”.

Veja comunicado de Túlio Gadêlha no Instagram:

“Estou assustado com a repercussão que as lágrimas de um homem podem alcançar. Queria aproveitar e informar que isso não é coisa de outro mundo. E que sim, homens choram.
.
Agora, diferentemente da associação que fizeram, o motivo das lágrimas não tem a ver com a candidatura no Recife, mas com a disputa da liderança do bloco e minha decepção com meus colegas de bancada do PDT.
.
O fato é que havia conversado com 23 (vinte e três) dos meus colegas deputados e 21 (vinte e um) deles, me garantiram o voto. Mas no momento da votação, que se deu de forma aberta, não me contive porque alguns deles decidiram apresentar e justificar um voto diferente me fazendo muitos elogios. Mas votando em outro candidato. Dos 21 votos, tive 3 (três).
.
Mas não guardo nenhuma, nenhuma mágoa. Entendo e sei que isso aconteceu porque o núcleo nacional do meu partido – as pessoas que definem a destinação de fundo eleitoral, de fundo partidário, a consolidação das alianças e definição das direções partidárias nos estados – escolheu outro nome, que aceitou disputar contra mim, naquele mesmo dia.
.
Meus colegas de bancada não estão errados, errada está a legislação eleitoral que nos torna parte, e ao mesmo tempo, reféns dos nossos próprios partidos. A intervenção dos partidos naquilo que não for programático, é, e sempre será, um erro.
.
Por mais homens que chorem, que expressem seus sentimentos e falem o que precisa ser dito. Já sobre o tema da candidatura, falarei na segunda-feira, em coletiva de imprensa, aqui no Recife.”


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