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26/01/20
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

O culpado é Rodrigo Maia. Por Manoel Fernandes

26 / jan
Publicado por José Matheus Santos em Opinião às 8:20

Por Manoel Fernandes, diretor da BITES, em artigo enviado ao blog

Como apontado em 2019 a partir das análises do Sistema BITES, há dois grupos de apoiadores do governo federal no universo digital: Bolsonaristas e Moristas.

Na polêmica plantada pelo próprio Bolsonaro sobre a recriação do ministério da segurança, os dois lados preferiram apagar o incêndio colocando a culpa em um terceiro personagem: o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

A reação ocorreu em torno da hashtag #cassacaodeRodrigoMaiaJa.

Ele apareceu como o articulador da ideia de esvaziar Moro.

Enquanto Maia recebia a culpa e se tornava alvo de de memes na Internet, Bolsonaro não sofreu reprimenda dos seus aliados. Apenas foi alertado que “em time que está se ganhando não se mexe”.

Foram 91.476 tweets entre ontem e às 17h30 de hoje sobre Maia nesse contexto de acusação, o equivalente a 85% de todos os posts produzidos em torno do deputado nos últimos sete dias.

As buscas no Google associando o presidente da Câmara ao termo cassação cresceram 850% desde ontem, quinta-feira.

Bolsonaristas e Moristas também trabalharam intensamente para propagar notícias neutralizando a informação da recriação do ministério da Segurança.

Hoje, às 17h30, entre 32.821 artigos publicados em sites da mídia profissional e alternativa no Brasil, o segundo com maior taxa de compartilhamentos (128 mil) foi o texto do portal R7 da Rede Record, ligado à Igreja Universal, sob o título “Bolsonaro diz que chance de dividir o ministério de Moro é zero”.

No período da crise, Bolsonaro aumentou a sua base de aliados em 15.806 seguidores e Maia conquistou 900.

Moro também saiu ganhando. Ele inaugurou o seu perfil oficial no Instagram (@SF-moro). No final da noite de ontem, o ministro tinha 114 mil seguidores e hoje às 17h30 já estava com 651 mil.


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