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24/01/20
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem

Mendonça Filho também reclama de ‘indústria de multas’ no Recife

24 / jan
Publicado por jamildo em Notícias às 12:30

O ex-ministro e presidente do Democratas em Pernambuco, Mendonça Filho, divulgou, nesta quinta-feira(23/01), em suas redes sociais, um vídeo em que reclama que o Recife se tornou a capital brasileira da “indústria da multa”.

Baseado nos dados de crescimento de 378%, em quatro anos, na arrecadação de multas por parte da Prefeitura do Recife, divulgados pela Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife, a CTTU, o ex-ministro, fez um comparativo entre o valor arrecadado, o investido em educação de trânsito e o de compra de radares e equipamentos de fiscalização.

“A arrecadação de R$ 98 milhões em 2019, o uso de mais de R$ 7,3 milhões na aquisição de radares e o investimento de apenas R$ 300 mil em campanhas educativas de trânsito confirmam a existência da “indústria da multa”, afirmou.

“Enquanto isso, os gastos com publicidade aumentaram, para o PSB mostrar na televisão um Recife da fantasia, onde tudo funciona. Na vida real, sofre o taxista, sofre o motorista de aplicativos e o proprietário de veículos com as multas e uma mobilidade complicada. E o cidadão com a falta de gestão”, disse.

O vídeo de Mendonça foi divulgado depois da grande repercussão dos dados da CTTU. Eles mostraram que, em 2019, a receita vinda das multas cresceu em 40% em relação ao ano anterior.

“Os dados geraram indignação e revolta por parte de motoristas e internautas esta semana. Sabe para onde vai esse dinheiro? para instalar mais radares e cobrar mais multas. Enquanto isso,  o trânsito só piora. Recife é a cidade em que se perde mais tempo em deslocamento. O recifense não aguenta mais esse tipo de coisa”, disse Mendonça Filho.

De acordo com os dados da CTTU, em 2016 foram arrecadados R$ 30 milhões.

Em 2017 o valor teve um leve aumento,  passando para R$36 milhões.

Em 2018, houve um salto na arrecadação, que passou para R$ 69 milhões.

O recorde foi batido em 2019, quando atingiu quase R$100 milhões.


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