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21/01/20
Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

Delegada Patrícia Domingos ‘rouba’ votos de Daniel e Mendonça e afunda tese de candidatura única no Recife

21 / jan
Publicado por jamildo em Notícias às 15:30

De acordo com analistas independentes da cena política local, a entrada da delegada Patrícia Domingos na disputa eleitoral majoritária do Recife pode afetar principalmente os planos dos pré-candidatos Daniel Coelho e Mendonça Filho. A aposta é que ela corre na mesma faixa destes concorrentes, disputando o voto das classes médias e alta da cidade.

“O movimento de Patrícia Domingos, com o Podemos, prejudica a posição de Mendonça e Daniel. Eles devem estar incomodados, pois ela pode ter força no eleitorado mais identificado com os dois, o público de classe media e média alta, não é o baixa renda, não é o popular”, aponta uma fonte do blog.

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Nestas análises de bastidores, a funcionária pública pode ser beneficiada por um voto de protesto, de revolta, nos mesmos moldes da campanha de Bolsonaro, que se apoiou fortemente na imagem das instituições coercitivas. “Por outro lado, ela pode não ser tão bem sucedida se a discussão no Recife for o debate sobre a cidade, o pensar sobre o futuro da cidade. Voto de protesto não é um olhar para a cidade!”, enfatiza um crítico da novidade.

Não é só.

Com a nova player no páreo, também vai para o espaço a defesa da tese de candidatura única no Recife. A tese havia sido defendida pelo ex-senador Armando Monteiro e outras lideranças. Mais recentemente, aliados da oposição como Fernando Bezerra Coelho defenderam abertamente mais de uma candidatura.

“As falas neste sentido mostraram-se apenas retóricas, distantes do mundo real”, afirma uma fonte do blog.

Além de Joaquim Franscico e agora da delegada Patrícia Domingos, também o pastor Jairinho havia se colocado como pré-candidato no Recife.

“O cenário mudou e a verdade é que só vamos ter um cenário mais claro depois do Carnaval.”

Pontos negativos na postulação

Na avaliação de analistas da cena local, nem tudo são flores para a delegada. Ela pode ficar isolada na direita, caso não busque composições. “Muitos encaram a candidatura dela como a negação da política. Como se o povo não tivesse quadros que pudesse liderar uma agenda na cidade e fosse buscar uma delegado para resolver a questão. Ela não disputou mandato, não tem experiência administrativa. Não se trata de medo contra o novo, mas de uma falência de parte da oposição para resolver a equação dos problemas da cidade. João Campos pode ser inexperiente, mas ele nasceu na política. No caso dela, depois de eventualmente assumir, vai levar de três a quatro anos para aprender”.

Outros apontam ainda uma sinalização inadequada para as forças policiais.

“Essa candidatura estimula um pouco o movimento de colocar mais polícia a política. É uma politização da tropa e tem um risco. Vai ter mais e mais delegados colocando pra quebrar em prefeito,(para ser candidato depois). O Moro é fruto disto. O Dalagnoll gostaria de ser fruto disto, depois foi caindo. É isto que muita gente olha de lado. Voto de protesto, de revolta, é uma coisa. O voto de pensar na cidade é outra coisa”, analisam fontes do blog.


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