publicidade
20/01/20
Reila Maria/Câmara dos Deputados
Reila Maria/Câmara dos Deputados

João Campos e Túlio Gadêlha criticam falhas do governo Bolsonaro no Enem

20 / jan
Publicado por jamildo em Notícias às 15:50

Os deputados federais João Campos (PSB) e Tulio Gadelha (PDT), ambos da oposição a Bolsonaro, detonaram as falhas do Enem, nesta segunda-feira.

“Errar a avaliação das notas do Enem trocando as cores das provas é algo muito primário. Mesmo que se contorne a situação, o erro por si só gera uma dúvida e insegurança grande àqueles que se dedicaram pra fazer o exame. Tendo em vista tudo isso, vou entrar com um pedido de informações sobre questões básicas em relação ao Enem”, disse João Campos.

“Qual é o número total de exames com notas alteradas? Por que o MEC escolheu a segunda colocada de uma licitação antiga para preparar a prova de 2019? Será que não seria importante fazer uma nova licitação para garantir menores preços e maior concorrência? A gráfica será mantida para o ano de 2020?”, questionou o socialista.

“Segundo a imprensa nacional, 66 perguntas foram barradas do banco de questões da prova do Enem. Por exemplo, 2019 foi o ano em que não se perguntou sobre a ditadura. Exatamente quantas e quais perguntas foram barradas? E por que estas perguntas foram barradas? Qual é o resultado da análise estatística do INEP em busca de inconsistências na sua base de dados? O MEC abriu espaço para que os estudantes com possíveis notas alteradas peçam revisão. Na prática, isso quer dizer que nem todas as notas alteradas podem ser revisadas?”, disse querer saber.

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE), um dos coordenadores da Frente Parlamentar pela valorização das Universidades Federais, criticou diretamente a postura do ministro da Educação, Abraham Weintraub, em relação aos erros do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“Além de problemas nas correções dos dois dias de exames, governo ainda não ofereceu respostas e pode prejudicar milhares de estudantes, a um dia da abertura das inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O governo se preocupou demais com suposta ‘ideologia’ nas provas, que se esqueceu de aperfeiçoar seus processos internos e quem sofre com isso são os estudantes que passaram meses se preparando”, reclamou Gadêlha.

A realização do Enem já era motivo de preocupação desde meados de junho passado.

O pedetista disse que já havia entrado com requerimento de informação ao ministro da Educação, a respeito das providências administrativas tomadas em relação à impressão as provas do Enem, após a gráfica responsável pela impressão desde 2009 decretar falência.

A Frente Parlamentar também cobrou esclarecimento do governo.

“O importante, agora, e´ que o governo esclareça o que aconteceu e os motivos que levaram a essa falha, identificar sua abrangência, e indicar claramente de que forma será feita a correção das notas, de modo que na~o haja prejuízo aos candidatos afetados, o mais rápido possível”, dizem em nota.

Veja abaixo a nota da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais

Ao contrário do que vem sendo alardeado pelo ministro da Educação, sabe-se agora que a edição de 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio foi marcada por falhas importantes, que geram apreensão a milhares de candidatos. As “inconsistências”, que, segundo o governo, haviam sido registradas apenas no segundo dia das provas, também ocorreram no primeiro dia do exame, conforme relatos de estudantes. A um dia da abertura das inscrições para o Sisu, enquanto o governo não oferece respostas, candidatos temem ser prejudicados pelas falhas. Outros problemas ja´ haviam sido registrados nesta edição. Por exemplo, uma foto com a proposta de redação vazou minutos apo´s o início da prova. Erros acontecem, mas a ocorrência deles pode ser minimizada com gestão e responsabilidade. As mudanças no comando do Inep, órgão responsável pela elaboração e aplicação do Enem (foram três trocas de presidentes em menos de um ano), vai na contramão do cuidado que deve pautar a realização de Exame tão complexo. Cabe ressaltar também que a excessiva preocupação com suposta “ideologia” nas provas, que permeou o debate sobre o tema, não contribuiu para o principal: o aprimoramento dos procedimentos e processos para impedir erros. O importante, agora, e´ que o governo esclareça o que aconteceu e os motivos que levaram a essa falha, identificar sua abrangência, e indicar claramente de que forma será feita a correção das notas, de modo que na~o haja prejuízo aos candidatos afetados, o mais rápido possível.

Alice Portugal – PCdoB / BA

Danilo Cabral – PSB/PE

Edmilson Rodrigues – PSOL/PA

Margarida Saloma~o – PT/MG

Túlio Gadêlha – PDT/PE


FECHAR