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22/12/19
Foto: Divulgação
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Após operação, Câmara de Itapissuma tem sessão para escolher novo presidente

22 / dez
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 10:37

A Câmara dos Vereadores de Itapissuma, na Região Metropolitana do Recife, realiza uma sessão extraordinária neste domingo (22), para escolher o novo presidente da Casa, que vai assumir também a prefeitura. A eleição acontece dois dias após a Operação Dragão do Mar, deflagrada pela Polícia Civil na última sexta-feira (22), afastar Jefferson Telles Alves Carneiro de Albuquerque (PSDB), conhecido como GG de Zé Antônio, que comandava o Legislativo municipal.

Além dele, foi afastado o primeiro-secretário da Câmara, Nivaldo Vicente da Silva (PMN). O vereador que vai substitui-lo no cargo na Mesa Diretora também será eleito neste domingo.

Há uma chapa única, com a indicação do ex-presidente da Câmara Jean Carlos Alves para voltar ao cargo e de Gonçalo Cunha Amaral (PSB) para ser primeiro-secretário.

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Desde a operação, a secretária municipal de Administração, Aldaneide de Souza Lima, está responsável pela prefeitura. O prefeito José Bezerra Tenório Filho (PSD), conhecido como Zé de Irmã Teca, e a vice, Elionilda José de Santana (PP), foram afastados.

Câmara de Itapissuma (Foto: Divulgação)

Na sessão da Câmara, também serão notificados os suplentes de vereadores que deverão ser empossados por causa do afastamento de parlamentares na investigação. Paulo Costa (PSB) vai assumir no lugar de Tonho (PSB), Irmã Jane (PSD) vai substituir Irmão Nivaldo (PMN) e Fábio Bento (PSDB) vai entrar na vaga de GG de Zé Antônio (PSDB).

Operação

A investigação apura supostas irregularidades no programa de Frente de Serviço, da área de assistência social. De acordo com o delegado Jean Rockfeller, houve suposto desvio de R$ 10 milhões desde 2017. Em entrevista à TV Jornal, Rockfeller afirmou que recursos que deveriam ir para o projeto teriam sido desviados para cabos eleitorais que atuavam em limpeza urbana. De acordo com a polícia, não havia licitação para a área.

O delegado afirmou que a gestão “praticamente loteou a cidade para fins pessoais, de angariar votos e desviar recursos”. 

São investigados os crimes de falsidade ideológica, peculato, frustração de direito assegurado por lei trabalhista, dispensa e inexibilidade de licitação fora das hipóteses legais, crime de responsabilidade e organização criminosa.


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