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16/12/19
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Em crítica a Bolsonaro, Geraldo Julio diz que Brasil é ‘fábrica de desigualdades’

16 / dez
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 12:13

Em entrevista à Rádio Jornal nesta segunda-feira (16), o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), criticou o governo Jair Bolsonaro (sem partido). “Todos os estados do Nordeste estão carentes de ver qualquer ação do governo Bolsonaro”, afirmou. “O Brasil é uma fábrica de desigualdades”.

Geraldo Julio atribuiu a Bolsonaro, por exemplo, a responsabilidade pelo aumento da passagem do metrô do Recife. Os reajustes começaram em maio deste ano, quando a tarifa passou a custar R$ 2,10. Em março de 2020, chegará a R$ 4.

“O governo federal age assim e não esconde, faz abertamente. Os mais pobres estão excluídos das ações”, afirmou o socialista.

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O prefeito afirmou também que é da administração federal a culpa pela paralisação das obras do conjunto habitacional que será construído no terreno do antigo aeroclube, no Pina, na Zona Sul da cidade.

“A obra começou em dezembro do ano passado, deveria estar com 12 meses. O governo federal não fez o pagamento da primeira fatura e a construtora parou”, afirmou. “A população continua morando ali naquele braço de rio do Bode [uma comunidade no Pina] em função da paralisação do Minha Casa, Minha Vida”.

“Sem o governo federal atuar, o déficit habitacional vai piorar”, disse ainda.

Fundo eleitoral

Geraldo Julio ainda defendeu a necessidade do fundo eleitoral para as campanhas do próximo ano, mas questionou o valor que será destinado. “Sem ele, não vai ter campanha do campo popular, só daqueles que conseguem com recursos próprios”, argumentou.

“E você fazer um debate para dizer que não tem saúde ou educação pública por causa disso é não fazer um debate verdadeiro. Se o governo tirou recursos dessas áreas e da assistência social, não foi para isso, foi porque não tem compromisso com os mais pobres, governa de costas para o povo”.

O valor proposto pelo governo no projeto de lei orçamentária foi de R$ 2 bilhões. Já o relatório do Congresso Nacional propôs a destinação de R$ 3,9 bilhões, após acordo entre a maioria dos partidos, entre eles o PSB. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), prevê que Bolsonaro vete um fundo eleitoral de mais de R$ 2,5 bilhões.


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