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18/11/19
Foto: Polícia Civil/Divulgação
Foto: Polícia Civil/Divulgação

Impeachment de Demóstenes Meira é aprovado em Camaragibe

18 / nov
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 13:12

A Câmara de Vereadores de Camaragibe aprovou, na tarde desta segunda-feira (18), a cassação do prefeito afastado Demóstenes Meira (PTB) por quebra de decoro. Em agosto de 2018, auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) denunciaram que Meira teria os impedido de realizar uma vistoria na sede da prefeitura, além de ter amassado e rasgado o ofício da ação da Corte.

À época, o então prefeito negou e acusou um suposto abuso de autoridade dos funcionários do tribunal. Com a cassação do petebista, a prefeita em exercício Nadegi Queiroz (DC) permanece no cargo até dezembro de 2020. Foram 11 votos favoráveis e duas abstenções. 

A votação foi bastante tumultuada com a presença de manifestantes a favor e contra a cassação de Demóstenes Meira. Antes da votação, o relator do processo, vereador Délio Júnior (PSD), leu parecer favorável à cassação do prefeito pela suposta prática de quebra de decoro. Além disso, ele era acusado no processo por assédio sexual, peculato e por fraudes em licitações e organização criminosa apontados na Operação Harpalo.

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A defesa de Meira não se manifestou, mas vereadores contrários ao impedimento apontaram supostos “vícios” no processo.

Votaram pelo impeachment o presidente da Câmara, Antônio Oliveira (PP), Roberto da Loteria (PTC), Délio Júnior (PSD), Renê Cabral (PRB), Severino Cabeça (DEM), Léo Família (PDT), Tomé (PV), Eugênio Vitorino (Pros), Hélio Albino (PDT), Manoel Rodrigues (PP), Lindomar Santos (PSDB).

Os vereadores Adriano da Tabatinga (PV) e Paulo André (PSB) se abstiveram.

Meira está afastado desde junho, quando foi preso. O petebista foi alvo da Operação Harpalo, da Polícia Civil de Pernambuco, que apura suspeitas de fraudes na licitação para a reforma do prédio da prefeitura. Desde então, a gestão está com prefeita em exercício Nadegi Queiroz (DC) com quem Meira rompeu ainda no início do mandato. Pedidos de liberdade foram negados pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJPE) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).


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