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01/11/19
O ministro da Economia, Paulo Guedes, faz palestra na abertura do seminário Previdência: por que a reforma é crucial para o futuro do país? no auditório do edifício sede do Correio Braziliense.
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Faturamento da indústria cresce pelo quarto mês consecutivo

01 / nov
Publicado por jamildo em Notícias às 18:30

O faturamento da indústria brasileira aumentou 0,4% em setembro frente a agosto na série (livre de influências sazonais).

A CNI diz que foi o quarto mês consecutivo que o indicador registra crescimento e acumula uma alta de 2,1% no período.

“Desde 2014 o faturamento não registrada quatro meses consecutivos de alta”, destaca a pesquisa Indicadores Industriais de setembro, divulgada nesta sexta-feira, 1º de novembro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mesmo com os aumentos sucessivos, o faturamento da indústria apresenta queda de 1,7% no acumulado de janeiro a setembro em relação ao mesmo período do ano passado.

Além disso, em setembro, os demais indicadores não tiveram o mesmo desempenho do faturamento.

As horas trabalhadas na produção registraram leve queda de 0,2% frente a agosto na série livre de influências sazonais, e a utilização da capacidade instalada ficou estável em 78%.

Segundo a CNI, a evolução dos indicadores de mercado de trabalho também foi moderada.

O emprego e o rendimento médio do trabalhador ficaram estáveis e a massa real de salários aumentou 0,4% em setembro na comparação com agosto, na série livre de influências sazonais. Isso confirma que a recuperação da indústria brasileira continua em ritmo lento.

A questão da competitividade

“O aumento da demanda ainda é insuficiente para sustentar um aumento contínuo da atividade industrial. Há meses mais positivos e outros nem tanto”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo. Ele explica que o aumento do ritmo de atividade depende a melhoria da competitividade do setor. “Adicionalmente, nem todo o aumento da demanda se traduz em aumento da atividade industrial doméstica, uma vez que a indústria enfrenta uma série de dificuldades com logística, infraestrutura, burocracia, elevada carga tributária. Tudo isso aumenta os custos e reduz a competitividade”, completa Azevedo.

Com o fraco desempenho do setor, os números da indústria em 2019 estão próximos dos registrados em 2018. “Ao se comparar o acumulado entre janeiro e setembro de 2019 e de 2018, a maioria dos índices registra queda”, afirma a CNI. Nesta base de comparação, as horas trabalhadas na produção caíram 0,2%, o emprego recuou 0,3%, a massa real de salários diminuiu 1,5% e o rendimento médio real do trabalhador encolheu 1,3%. Só a média utilização da capacidade instalada em 2019 está 0,1 ponto percentual maior do que a média de 2018.


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