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29/10/19
Foto; Marcos Corrêa/Presidência da República
Foto; Marcos Corrêa/Presidência da República

Com reprovação em alta no Recife, Bolsonaro pode não funcionar como um bom cabo eleitoral

29 / out
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 11:50

A pouco menos de um ano da disputa pela Prefeitura do Recife, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) “tende a não ser cabo eleitoral muito forte nas próximas eleições”. A avaliação é do diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, ao Blog de Jamildo sobre a pesquisa que mediu a avaliação dos recifenses sobre o governo Bolsonaro. No levantamento, 58,9% dos entrevistados disseram reprovar a gestão do presidente.

O instituto também fez uma pesquisa sobre a corrida eleitoral pela Prefeitura do Recife com o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto (PSL), como o nome de Bolsonaro na disputa.

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“A popularidade dele não é boa consequentemente o candidato não vai poder se alavancar muito em cima dele. Seria um erro”, disse Murilo Hidalgo.

Foto; Valter Campanato/Agência Brasil

Na avaliação de Hidalgo, a melhora do desempenho de Bolsonaro como cabo eleitoral vai depender do ritmo da economia do país. Ainda de acordo com ele, as “confusões” do governo terão impacto menor na sua avaliação.

“A popularidade de Bolsonaro lá na frente vai ser muito mais medida pelo bolso do eleitor do que propriamente pelas brigas e pelas confusões. Eu acho que a partir do ano que vem as pessoas vão medir muito isso: como está a economia, o emprego. Isso vai pesar mais do que as confusões que estão acontecendo”, disse o diretor do Instituto Paraná Pesquisas.

“Se a economia melhorar, Bolsonaro vai ganhar fôlego. Se a economia não melhorar, vai ficar difícil (para ele) e consequentemente para os candidato apoiados por ele”, emendou.

Ainda na pesquisa, 36,1% afirmaram aprovar o governo Bolsonaro. 5% não souberam ou não opinaram. 23,9% classificaram como regular.

Entre os que declararam reprovar a gestão do presidente, 37% avaliaram como péssima, enquanto 13,6% a classificaram como ruim. 1,7% não souberam ou não opinaram.

Pesquisa

Foram ouvidos 828 eleitores nos dias 25, 26, 27 e 28 de outubro. O levantamento, bancado pelo próprio instituto, tem um grau de confiança de 95%. Por não ter sido realizada em ano eleitoral, a pesquisa não precisa ser registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


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