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27/10/19
Alcolumbre, Bolsonaro e Maia (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Alcolumbre, Bolsonaro e Maia (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ateus processam Bolsonaro, Maia e Alcolumbre por ida à canonização da Irmã Dulce

27 / out
Publicado por Fillipe Vilar em Notícias às 15:24

A Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) entrou com uma ação na Justiça contra a União pela ida dos presidentes da República, Câmara e do Senado à canonização da Irmã Dulce, no Vaticano, no dia 13 de outubro. De acordo com o grupo, a viagem de Jair Bolsonaro (PSL), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) viola o princípio do estado laico.

A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo. A ação pública foi protocolada na Justiça Federal da 1ª Região, na terça-feira (22). A associação quer que os três políticos devolvam os gastos ocasionados por conta da viagem aos cofres públicos.

Também estiveram presentes na celebração o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) e o presidente do STF, Dias Toffoli. As autoridades viajaram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Eles receberam diárias por estarem em missão oficial em um país estrangeiro.

Segundo a ação protocolada pela Atea, houve “manifesta ilegalidade e inconstitucionalidade na utilização de recursos públicos”.

“Ao subvencionar a viagem de autoridades brasileiras para uma cerimônia de caráter estritamente religioso, o Estado brasileiro e seus representantes ofendem a laicidade do Estado e, consequentemente, o patrimônio público e os interesses difusos da coletividade”, diz o documento.

Resposta

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou a ação pública da Atea como “frívola”. Ele usou sua conta no Twitter para responder a postagem da Folha de S. Paulo que trazia a pauta.

Ao site Poder 360, a Presidência da República afirmou que Bolsonaro não participou da celebração de canonização da Irmã Dulce. Ao mesmo site, a assessoria de Maia disse que a Câmara dos Deputados ainda não foi notificada do processo e preferiu não se manifestar por enquanto. A assessoria de Alcolumbre não respondeu ao questionamento do jornal Folha de S.Paulo.


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