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22/10/19
Manchas de petróleo em Sergipe (Foto: Governo de Sergipe)
Manchas de petróleo em Sergipe (Foto: Governo de Sergipe)

Quase sem nordestinos, audiência pública na Câmara discutiu vazamento de óleo

22 / out
Publicado por Fillipe Vilar em Notícias às 17:44

Na manhã desta terça-feira (22), ocorreu uma audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a crise ambiental do vazamento de óleo no litoral nordestino. A reunião foi convocada pela Comissão de Minas e Energia. Foram 15 parlamentares presentes, apenas dois da região Nordeste: Vaidon Oliveira (Pros-CE) e Benes Leocádio (Republicanos-BA).

A audiência foi requerida pelos deputados Pedro Lupion (DEM-PR) e Cássio Andrade (PSB-PA). Dos dois, apenas Lupion esteve presente na reunião.

Foram convidados Eduardo Fortunato Bim, presidente do Ibama; Alexandre Rabello de Faria, contra-almirante da Marinha; Raphael Moura, Superintendente de Segurança Operacional e Meio Ambiente, da Agência Nacional do Petréleo (ANP); e Margareth Michels Bilhalva, consultora da Petrobras.

Lista de presença

Os pernambucanos Fernando Filho (DEM) e Sebastião Oliveira (PL) fazem parte da comissão, mas não estiveram na audiência. A lista de presença na Câmara dos Deputados registra:

1. Carlos Gaguim (DEM) -Tocantins
2. Hercílio Diniz (MDB) – Minas Gerais
3. Paulo Ganime (Novo) – Rio de Janeiro
4. Fred Costa (Patriota) – Minas Gerais
5. Christino Áureo (PP) – Rio de Janeiro
6. Schiavinato (PP) – Paraná
7. Vaidon Oliveira (Pros) – Ceará
8. Elias Vaz (PSB – Goiás
9. Vilson da Featemg (PSB) – Minas Gerais
10. Osires Damaso (PSC) – Tocantins
11. Joaquim Passarinho (PSD) – Pará
12. Coronel Chrisóstomo (PSL) – Rondônia
13. Benes Leocádio (Republicanos) Rio Grande do Norte
14. Otaci Nascimento (Solidariedade) – Roraima
15. Pedro Lupion (DEM) – Paraná

A assessoria de comunicação do deputado Sebastião Oliveira afirmou ao Blog de Jamildo que o parlamentar foi para Brasília em voo saindo do Recife às 11h40, chegando à capital federal às 14h. Pela manhã, ele esteve em reunião com lideranças políticas estaduais. Ainda segundo a assessoria, as reuniões da Comissão ocorrem, em geral, às quartas-feiras e os compromissos da terça já haviam sido marcados pelo deputado com antecedência.

“Sebastião está atento ao problema ambiental que ocorre no litoral nordestino e não vai medir esforço para que a situação seja resolvida o mais breve possível”, afirma, em nota, a assessoria do deputado.

Até o momento da publicação, o deputado Fernando Filho não enviou resposta ao blog. Assim que houver, esta matéria será ampliada.

A íntegra da audiência pode ser vista no vídeo abaixo.

Investigações

Na ocasião, o contra-almirante Alexandre Rabello afirmou que o problema do vazamento é internacional. “Na medida em que este vazamento não foi comunicado, ele é sim um problema muito grave e que eu acho que é de nível internacional, principalmente se confirmada [a hipótese] de ter ocorrido águas internacionais”, avaliou.

As autoridades trabalham com a hipótese de derramamento de óleo criminoso. Além dessa possibilidade, outras duas: o produto vazou quando era transferido de alguma embarcação para outra, ou um navio que transportava o óleo naufragou sem deixar registros. Neste caso, há também a hipótese de se tratar de um “navio fantasma”, sem localizador.

“Seja em extensão, seja em volume de óleo derramado ou em duração temporal, não temos conhecimento de que algo similar já tenha acontecido. Ao menos não no Ocidente”, afirmou Rabello.

“Este óleo não se dissemina na superfície. A partir do ponto de origem, ele se espalha abaixo da superfície do mar, o que dificulta e até mesmo impede a detecção por imagens de satélite ou sobrevoos. As manchas só aparecem já muito próximas à costa,dificultando e tornando perigoso os navios as recolherem”, continuou.

“Imaginávamos que, no fim de setembro, o processo estaria na fase terminal. Só que, em outubro, as manchas de óleo voltaram a incidir com muita força no litoral do Sergipe e da Bahia. Agora, as recentes ocorrências estão concentradas em Pernambuco”, afirmou o contra-almirante. Ele também disse que, até a segunda-feira (21), mais de 900 toneladas de material contaminado foram retiradas das áreas afetadas, incluindo praias, manguezais e a foz do Rio São Francisco, no estado de Alagoas.


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