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21/10/19
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ricardo Salles usa desastre ambiental no Nordeste para criticar Greenpeace

21 / out
Publicado por Fillipe Vilar em Notícias às 9:56

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, publicou em seu perfil no Twitter na manhã desta segunda (21) uma crítica à ONG ambientalista Greenpeace. Salles usou um trecho de um vídeo publicado pela organização onde um ativista afirma o motivo do grupo não estar ajudando na limpeza das praias. 

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A ironia provocou reação dos usuários do Twitter, que responderam Salles cobrando a responsabilidade do governo federal no combate às manchas de óleo. 

Decisão judicial

No domingo (20), a Justiça Federal em Pernambuco determinou que a União adote medidas como a instalação de barreiras e a distribuição de equipamentos de proteção para conter o avanço das manchas de óleo que atingem o litoral do Estado. A decisão é do juiz Augusto Cesar de Carvalho Leal, que acatou um pedido do Ministério Público Federal (MPF), em tutela de urgência.

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De acordo com o documento, o governo federal deverá:

  • adotar medidas necessárias para a contenção, o recolhimento e a adequada destinação do óleo
  • iniciar a implementação de barreiras de proteção para ecossistemas como manguezais e recifes de coral em até 24 horas
  • fornecer, também em até 24 horas, equipamentos de proteção individual (EPIs), inclusive para os voluntários, além de recipiente adequado para que o óleo recolhido seja armazenado
  • monitorar toda a costa

A decisão prevê ainda medidas que deverão ser adotadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis):

  • monitorar e fiscalizar as áreas atingidas
  • se posicionar, em até 24 horas, sobre as providências a serem adotadas quanto ao atendimento, resgate e reabilitação de fauna afetada, com a consequente disponibilização dos recursos materiais e humanos, seja diretamente, por parcerias ou contratação

O magistrado fixou uma multa diária de R$ 50 mil à União e ao Ibama caso as medidas não sejam cumpridas. Segundo a decisão, a cada cinco dias, deverão ser apresentados relatórios sobre a situação das praias atingidas pelo óleo e uma audiência de conciliação foi marcada para o dia 25.

“A fotografia dos cerca de cinquenta dias dos primeiros sinais da catástrofe ambiental, longe de revelar controle ou até regressão do alarmante problema, expõe, claramente, um quadro de progressivo agravamento, sendo diário o aumento do número de praias e ecossistemas sensíveis atingidos, incluindo áreas de unidades de conservação”, afirmou o juiz na decisão.

De acordo com o Ibama, até esse sábado (19), havia 200 áreas atingidas pelo óleo no Nordeste.

Veja a decisão

 


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