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21/10/19
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em Paulista, Moro promete integrar policiamento com ações sociais

21 / out
Publicado por Fillipe Vilar em Notícias às 10:40

Atualizada às 11h31

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, esteve na manhã desta segunda (21) no município do Paulista, Grande Recife. A visita foi para acompanhar o projeto “Em Frente, Brasil”, que atua contra a criminalidade na cidade.

A agenda do ministro Moro está sendo acompanhada pelo governador Paulo Câmara e o prefeito de Paulista, Junior Matuto (PSB). Também estão acompanhando a visita o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) Eriberto Medeiros e o secretário estadual da Defesa Social, Antônio de Pádua.

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Em sua fala, o ministro Moro afirmou que o projeto está em construção e que, em nova fase, deve investir também em ações sociais. “Queremos levar essa atuação com políticas sociais. É necessário destacar que esse é um projeto piloto, estamos construindo esse projeto. As lições que aprendemos aqui é  que juntos nos podemos mais”, afirmou.

Sergio Moro destacou os números de diminuição da violência em Paulista, desde o início do programa, no início de setembro. “Em outubro, houve dois homicídios em Paulista até o momento. Ouvi do prefeito que essa já foi uma cidade com mais de 30 assassinatos por mês. O governo federal quer ser parte da solução do problema da violência. Vamos intensificar o policiamento ostensivo, sem descuidar da investigação. Prevenir é importante, mas é preciso retirar o criminoso perigoso de circulação”, avaliou.

O ministro também ressaltou a importância da integração entre as forças policiais. “A ideia é termos uma postura mais proativa. O projeto foi planejado por meses. A execução foi iniciada no início de setembro. O importante é manter resultados consistentes”, disse.

O prefeito Junior Matuto também destacou a importância do projeto. “Vivemos um momento de muita complexidade. Desemprego assola no país, a autoestima da população anda adormecida. Tivemos o privilégio de juntar forças para combater a violência”, analisou.

Depois da visita à Paulista, Moro deve ir à Escola Estadual Carneiro Leão, em Paulista. Em seguida, deve ir para o 17º Batalhão de Polícia Militar, base da Força Nacional no município. 

O ministro segue então para um almoço com o governador Paulo Câmara no Palácio Campo das Princesas. Por fim, Moro termina sua agenda no gabinete da gestão da Força Tarefa, no bairro de São José, centro do Recife.

Crise, óleo e pacote anticrime

Em entrevista coletiva após a visita a Paulista, Sergio Moro não respondeu sobre a crise interna do PSL, nem sobre as investigações relacionadas à candidaturas-laranja do partido do presidente. O ministro se limitou a dizer que “a Polícia Federal tem feito seu trabalho com autonomia”.

O ministro também respondeu sobre as investigações relacionadas ao desastre ambiental do óleo no litoral, sem muitas informações. “A investigação está em curso. É uma apuração complexa, que conta com o apoio do Ibama e Forças Armadas. Assim que houver um diagnostico preciso e sera divulgado”, disse.

Sobre a falta de avanço do seu projeto legislativo para a área de segurança pública e justiça, chamado de Pacote Anticrime, Moro afirmou que a pauta foi colocada em segundo plano. “Podemos avançar muito na forma legislativa, a pauta ficou dominada pela nova Previdência, que deve ser aprovada nessa semana. Depois disso, poderemos ver como vai ficar essa pauta no Congresso”, avaliou.

Visita adiada

A agenda – marcada originalmente para o dia 19 de setembro – havia sido cancelada dois dias antes pelo ministro. A justificativa era que o governador Paulo Câmara (PSB) não poderia acompanhar a visita como estava previsto. No mesmo dia 19 do mês passado, o líder do governo Jair Bolsonaro (PSL) no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), foi alvo de operação da Polícia Federal. O emedebista também iria acompanhar o ministro na agenda.

Na agenda, o ex-juiz da Operação Lava Jato deve participar de reunião com o gabinete da força-tarefa do projeto. Além da cidade pernambucana, os municípios de Ananindeua, no Pará, de Cariacica, no Espírito Santo, de Goiânia, em Goiás, e de São José dos Pinhais, no Paraná, também receberão homens da Força Nacional nesta primeira fase do projeto, que terá como foco a repressão aos crimes. 

O ministro autorizou, no dia 22 de agosto, o envio de homens da Força Nacional para Paulista. A medida vale por 120 dias a princípio. O prazo de atuação das tropas poderá ser prorrogado seja solicitado pelo órgão apoiado.

O município pernambucano e as outras quatro cidades receberam viaturas, equipamentos e ações na área de inteligência. Há ações nas áreas de cidadania, desenvolvimento ministerial, direitos humanos, economia, justiça e segurança pública, educação e saúde, trabalhando questões como a geração de empregos. O governo estadual afirmou que Paulista receberá um comitê interministerial.


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