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09/10/19
Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR
Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

A chaga do desemprego crônico. Por Luciano Siqueira

09 / out
Publicado por Blog de Jamildo em Notícias às 9:19

Por Luciano Siqueira (PCdoB), vice-prefeito do Recife em artigo enviado ao Blog

Intervindo em debate acerca da conjuntura mundial e brasileira, o presidente da Fundação Mauricio Grabois, Renato Rabelo, observou que no tempo atual parcelas gigantescas de trabalhadores “vão sendo ‘liberados’ do trabalho – sofrem ameaças permanentes de desemprego, da crescente precariedade das novas ocupações, da queda do salário real, do aumento exponencial da desigualdade e da exclusão social.”

Vivemos isso no Brasil dos nossos dias.

Tanto que se prever que mesmo que a economia venha a se reaquecer (o que não se prevê para agora), milhões de brasileiros devem continuar sem trabalho na próxima década.

Dados atualizados indicam que 12,5% da população economicamente ativa estão sem trabalho.

São 13,2 milhões de desempregados. Somando-se os subempregados e desistentes de buscar trabalho (os desalentados) alcançamos 28,4 milhões.

Mesmo a leve melhora do índice de desemprego, recente, se dá em cima essencialmente de um micro empreendedorismo incerto, de ocupações precárias e da informalidade.

Em perspectiva, um cenário que tende a piorar globalmente. O capitalismo da atualidade se apoio no rentismo exacerbado (fomentador permanente de capital fictício), na ultraconcentração da produção, da riqueza e da renda e na exclusão de crescentes contingentes de trabalhadores condenados a ocupações temporárias ou simplesmente à miséria.

Um sistema que não suporta relações democráticas, porque crescentemente contestado; nem dialoga com as necessidades básicas da maioria da população do planeta.

O que ocorre no Brasil, sob a fachada de nova política econômica redentora não passa de um acomodamento aos padrões ditados pelos países capitalistas centrais. Um caminho que inevitavelmente nos conduz ao desastre.

A resistência há que se fazer basicamente em dois planos: o debate de ideias que fortaleça a análise crítica e a formulação de um programa mínimo alternativo que aponte para um novo projeto de desenvolvimento nacional; e a mobilização social, especialmente das extensas camadas da classe trabalhadora.

Para que possamos nos livrar da praga do desemprego crônico e da regressão econômica e social.


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