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04/10/19
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Randolfe Rodrigues diz que campanha do pacote de Moro é ‘intimidação’ ao Congresso

04 / out
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 11:40

Em entrevista no Resenha Política desta sexta-feira (4), o líder da oposição no Senado, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), classificou a campanha publicitária do pacote anticrime, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, como uma forma de “intimidação” ao Congresso Nacional.

O parlamentar comparou ainda a iniciativa de comunicação do governo a regimes ditatoriais, citando a Venezuela, e disse que a iniciativa atenta contra a democracia.

“Essa que é uma prática autoritária de governo. Na Venezuela, Congresso é emparedado ou fechado. Em ditaduras, Congressos são emparedados. Na Coreia do Norte. Em ditadura, há de fato emparedamento. Mas utilizar de recursos públicos para fazer intimidação e pressão sobre o parlamento é mais do que criminoso no meu entender. É atentatório contra a democracia”, disse o senador.

De acordo com o senador, a campanha, lançada nessa quinta-feira (3), é “indevida”. Ele anunciou que a Rede e outros partidos da oposição vão entrar com uma representação contra a ação no Tribunal de Contas da União (TCU) para barrar a ação de comunicação. 

Sobre o projeto de Sergio Moro, Randolfe Rodrigues disse ser “fundamental termos instrumentos para o combate à corrupção”, mas criticou duramente o excludente de ilicitude, a qual classificou como “temerário”. Segundo o parlamentar, a proposta “não tem paralelo no mundo ocidental” e que o Código Penal brasileiro já prevê situações previstas pelo item do projeto.

Lava Jato

Questionado sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que pode anular várias condenações na Operação Lava Jato, o líder da oposição na Casa Alta disse que a operação não pode ser criminalizada. O senador pela Rede disse que a Lava Jato “foi um marco no combate à corrupção”. “Eu não sou daqueles que diz que nada prestou e que a operação precisa ser anulada”, disse. Segundo Randolfe, o Supremo “não pode colocar água suja com o bebê dentro”.

Na avaliação do senador, houve “injustiças”, mas pregou que não haja “generalização”. “Teve excessos, teve exageros, que devem ser corrigidos”, afirmou. E citou o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o petista “merece ter direito a um julgamento justo”.


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