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14/09/19
Foto: Divulgação
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Embratur vai afundar dois navios na costa de Tamandaré na próxima segunda-feira

14 / set
Publicado por Fillipe Vilar em Notícias às 15:00

Os navios Riobaldo e Natureza serão afundados na costa de Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, na próxima segunda-feira (16). Os naufrágios fazem parte de um programa do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) que pretende investir em mergulhos de contemplação por todo o litoral brasileiro.

A medida já havia sido anunciada em agosto, por meio de uma live do presidente Jair Bolsonaro (PSL) com a participação do presidente da Embratur, Gilson Machado Neto.

De acordo com Osvaldo Matos, diretor de Marketing da Embratur, estarão presentes durante o evento o prefeito de Tamandaré, Sergio Corte Real, membros do ICMbio e autoridades. Matos substituirá Machado na ocasião, pois o presidente da Embratur está em viagem à Suécia.

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Workshop gerou projeto

Segundo Osvaldo, a ideia veio através de um workshop de turismo náutico promovido pela empresa. “O Brasil tem 8.500 Km de litoral e o país ainda engatinha na questão de turismo náutico. Por isso criamos um programa nacional de revitalização desse turismo”, disse.

“Nosso objetivo é concorrer com a Flórida”, afirmou Matos. Os navios passaram por um processo de removimento de tinta para evitar intoxicação da água. “Não há risco ambiental, todo o processo é acompanhado pelo ICMBio, há todo um estudo de impacto ambiental. E os naufrágios ajudam a criação de novos corais e recifes”, relatou.

Foto: Divulgação
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Outra medida do programa é a redução das alíquotas para importação de barcos. “Colocamos como meta reativar esse turismo para criar um sistema de navegação, com paradas estratégicas. Isso em várias capitais nossas”, explicou.

“Chegamos à conclusão de que precisamos afundar navios, trens, aviões, helicópteros, corvetas, entre outros. Esse tipo de turismo gera muito emprego. Ele deixa o turista pelo menos 8 dias no local, por conta da pressurização (ele tem que chegar 3 dias antes e só pode ir embora 3 dias depois. Fizemos um levantamento e já encontramos muita coisa para afundar”, disse Osvaldo Matos.

 


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