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12/09/19
Trabalhadores dispensados da refinaria fazem protesto para cobrar pagamento de benefícios. Foto: divulgação.
Trabalhadores dispensados da refinaria fazem protesto para cobrar pagamento de benefícios. Foto: divulgação.

O papel do poder público na geração de emprego e renda

12 / set
Publicado por jamildo em Notícias às 11:46

Por Eduardo Cajueiro, em artigo enviado ao blog

Entre 2006 e 2014, o Cabo de Santo Agostinho viveu sua melhor fase na geração de empregos e renda.

Suape chegou, no seu auge, a empregar mais de 40 mil pessoas em 2010. Vivíamos tempos áureos na administração federal capitaneados pelo único pernambucano a assumir a cadeira presidencial, Luís Inácio Lula da Silva, e, no Governo do Estado de Pernambuco, o então jovem e promissor melhor governador do Brasil, Eduardo Campos.

Quem viveu aqueles anos sabe que, apesar do “Boom” no território estratégico de Suape, no Cabo, o Governo Municipal não conseguiu um plano de desenvolvimento estratégico na qualificação profissional, investimentos na área da educação, ciência e tecnologia na preparação da cidade para o pós-Suape, até mesmo a infraestrutura da cidade pouco foi mexida.

Quando veio a crise de 2014, as obras da refinaria pararam, os estaleiros, grandes geradores de emprego, começaram a demitir e, de repente, o Cabo, que vivia numa situação de quase pleno emprego, começou a ver seus filhos caírem no desemprego.

Um detalhe nos chama atenção: mesmo na crise, a arrecadação municipal crescia ano após ano, estando prestes a romper a barreira de um bilhão de reais anuais, por isso já somos a terceira cidade mais rica do Estado (arrecadação), superando Petrolina e Ipojuca.

Porém, esse aumento de receita não se traduziu em melhora nas condições de vida da população cabense; muito pelo contrário, quase todos os indicadores sociais do Cabo pioraram nos últimos 20 anos.

Isso se comprova por sermos a cidade que mais mata no estado, termos um dos piores IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e termos regredido nas últimas administrações municipais.

E o que pode ser feito pelo poder público municipal para mudar esse quadro?

Na verdade, o Cabo é um dos poucos municípios do Brasil onde não faltam recursos.

Uma das formas para alavancar a economia e tentar diminuir o desemprego seria um grande programa de investimentos púbicos em diversas áreas, principalmente obras estruturadoras. Isso não tem nada de novidade, é algo que foi realizado ao longo da história em diversas regiões.

Nota-se que os EUA só saíram da crise de 1929 com um programa forte de investimentos públicos, chamado de New Deal (Novo Tratado).

Juscelino Kubitschek alavancou a nossa economia com o Plano de Metas cujo lema era “50 anos em 5”, enquanto Lula, ex-presidente, criou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

No Cabo, infelizmente, nada está sendo feito para resolver esse câncer, o desemprego, que tanto atinge as famílias cabenses. Observa-se que poderia ser feito um grande plano de atração de novos investimentos da iniciativa privada nas mais diversas áreas.

Além disso, as nossas praias estão abandonadas, a indústria do turismo é uma das que mais emprega no país. Cabe à gestão municipal investir na revitalização da orla de Gaibu e na atração de players que operam na indústria turística, como as grandes redes hoteleiras, a exemplo do que foi feito em Porto de Galinhas no final dos anos 90.

São muitas as áreas que podem gerar emprego e renda para nossa cidade.

Por isso, acreditamos que é papel do Governo Municipal, sim, ajudar a tirar nossa economia do marasmo em que se encontra. Assim, mais uma vez defendemos #O Cabo Merece Respeito.

Eduardo Cajueiro é empresário no Cabo e pré-candidato a prefeito pelo movimento #O Cabo Merece Respeito


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