publicidade
12/09/19

‘Bolsonaro acerta ao enterrar CPMF’, diz líder do Podemos. Enterrou mesmo?

12 / set
Publicado por jamildo em Notícias às 16:49

Nesta semana que passou, em evento no Ceará, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a CPMF em palestra para empresários locais. Disse a eles que eles precisavam escolher entre ter uma oneração da folha de pessoal elevada ou não. No caso de haver uma desoneração da folha de pessoal (redução dos custo da folha), o governo federal precisaria ser compensado. No caso, a famigerada CPMF, mesmo com outro nome, poderia gerar cerca de R$ 200 bilhoes.

Pois bem.

O líder do Podemos na Câmara, deputado federal José Nelto (GO), elogiou a decisão do presidente Jair Bolsonaro que descartou a recriação da CPMF, com a demissão do secretário executivo da Receita Federal.

Para o parlamentar, Bolsonaro acertou e demonstra que sua gestão é “sensível” à voz das ruas.

Pesquisas já apontaram que mais de 70% da população brasileira considera a CPMF “injusta”.

Na quarta-feira (11), por meio de uma rede social, Bolsonaro rejeitou a volta da contribuição sobre movimentações financeiras ou de novos impostos.

“A recriação da CPMF ou aumento da carga tributária estão fora da reforma tributária por determinação do presidente”, diz mensagem postada no Twitter de Bolsonaro.

“É uma ótima sinalização à sociedade e aos geradores de empregos no país. O debate que o Brasil precisa fazer é sobre a desoneração da carga tributária. A criação de novos impostos está na contramão do que defendemos e dos anseios da sociedade brasileira”, disse o parlamentar.

Atualmente, a carga tributária no país é de quase 40% do PIB.

A expectativa é que, com a reforma, esse índice caia para 30%, em 10 anos.

“Além da redução, precisamos acabar com as distorções do sistema. Todos pagando impostos, mas de acordo com sua capacidade contributiva”, defende Nelto, que também é favorável à taxação das heranças, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos. Essa não é uma boa ideia, no entanto.

A sonegação é outro ponto que deve ser combatido com prioridade, de acordo com José Nelto.

Dados do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional apontam que até setembro desse ano mais de R$ 437 bilhões foram sonegados no país.

“Em 2019, a sonegação no país será quatro vezes mais do que a arrecadação anual prevista com a reforma da Previdência. A crise fiscal impõe, mais do que nunca, o enfrentamento a esse crime”, disse José Nelto.


FECHAR