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28/08/19
Mauricio Macri/Foto: Elza Fiúza/ABr
Mauricio Macri/Foto: Elza Fiúza/ABr

Argentina anuncia que vai pedir moratória ao FMI

28 / ago
Publicado por Fillipe Vilar em Notícias às 20:20

Com informações da Folha de S. Paulo – O ministro da Fazenda da Argentina, Hernán Lacunza, em pronunciamento na tarde desta quarta-feira (28) anunciou que o país vai pedir moratória ao FMI e renegociar dívidas com os credores.

O país vizinho deve U$ 56 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Os vencimentos da dívida começam em 2021.

Lacunza adiantou, ainda, que as conversas de renegociação podem começar na gestão atual de Macri, mas que só devem ser concluídas na gestão do próximo presidente argentino.

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O novo chefe de Estado, que pode continuar a ser Mauricio Macri, assume em 10 de dezembro de 2019.

O ministro afirmou que não pretende mudar os débitos ou juros a serem pagos, apenas esticar os prazos para pagamento. O tempo adicional seria para uma evitar que o próximo governo argentino aplique sua política com “condicionamentos financeiros”.

Hernán também pretende reprogramar o pagamento de bônus aos investidores institucionais que detenham 10% dos títulos da dívida. A medida buscaria aliviar a pressão sobre as reservas internacionais e permitir que esse dinheiro seja usado para intervir no mercado cambial.

Isso para “preservar” o peso argentino, que já depreciou 20% em relação ao dólar. O risco país subiu mais de 2000 pontos.

Derrota eleitoral

A crise se intensificou após a derrota de Maurício Macri, de viés liberal, nas eleições primárias da presidência em 11 de agosto. Ele perdeu para o peronista de centro-esquerda Alberto Fernandéz, favorito para vencer as eleições em 27 de outubro.

Esta semana, uma delegação do FMI visitou a Argentina e se reuniu com autoridades do governo e com Fernandéz e seus assessores.

Aqui no Brasil, situação no país vizinho é acompanhada com preocupação pelo governo Bolsonaro (PSL). O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a ameaçar deixar o Mercosul caso a chapa de Macri perca a eleição argentina.

O presidente Bolsonaro endossou a posição do ministro em fala posterior.


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