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08/08/19
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Alegando calúnia, Moro aciona PGR contra presidente da OAB

08 / ago
Publicado por Fillipe Vilar em Notícias às 19:43

Na tarde desta quinta-feira (8), o ministro da Justiça e Segurança e Segurança Pública, Sergio Moro, entrou com um pedido de investigação contra o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, junto a Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Na representação, Moro toma por base uma matéria do jornal Folha de S. Paulo, assinada pela jornalista Mônica Bergamo. Nela, Santa Cruz aponta o Moro como “chefe de quadrilha” por supostamente ter conhecimento de detalhes da investigação sobre os hackers suspeitos de terem invadido celulares de procuradores da Lava-Jato.

O ministro afirma que essa suposta alegação de Santa Cruz configura como calúnia. Ele pede à Raquel Dodge que apure as condutas relatadas na representação e que se promova a responsabilização criminal cabível.

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Leia os documentos na íntegra

 

Destruição de mensagens

Nesta quinta (8), Moro, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que “jamais” houve qualquer determinação administrativa para que fosse destruído o material colhido com hackers presos pela Polícia Federal no mês passado.

A informação foi publicada pelo jornal Estadão.

Segundo a publicação, a manifestação foi enviada em ação do PDT, pela qual o ministro Luiz Fux proibiu a destruição das provas.

Ainda de acordo com a reportagem, o partido entrou com o processo no STF após o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, uma das autoridades hackeadas, divulgar nota na qual dizia que Moro lhe havia informado que o material obtido a partir da invasão de celulares seria descartado “para não devassar a intimidade de ninguém”.

Ao STF, Moro afirmou que não tem acesso ao inquérito policial, que tramita na 10ª Vara Criminal do Distrito Federal, e que compete ao Poder Judiciário a decisão sobre o destino do material.

Sérgio Moro destacou ainda que a própria PF já havia emitido nota sobre o assunto, para esclarecer que não haveria nenhuma determinação administrativa para destruição do material.


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