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19/07/19
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Governo aguarda ‘janela de oportunidade’ para capitalização, diz Marinho

19 / jul
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 9:36

Em entrevista, nesta sexta-feira (19), ao programa Passando a Limpo, na Rádio Jornal, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho (PSDB), afirmou que o governo espera uma uma “janela de oportunidade” para enviar ao Congresso um projeto de lei para implantar o sistema de capitalização na Previdência. Retirado do texto da reforma na Câmara dos Deputados, o modelo pode retornar à discussão ainda no segundo semestre.

Em abril, Rogério Marinho chegou a afirmar que a capitalização, bem explicada, sensibilizaria os parlamentares.

“Nós aguardamos agora uma janela de oportunidade, que deverá acontecer no segundo semestre ou no primeiro semestre do próximo ano, para que possamos enviar um projeto a respeito do tema com ampla discussão com a sociedade. Porque acreditamos que o modelo de repartição que nós temos hoje ao longo tempo irá também se esvair”, afirmou.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Questionado sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) paralela para incluir estados e municípios na reforma, o tucano ressaltou que o problema fiscal talvez os “atinja de forma mais contundente” do que a União “porque não têm autorização constitucional de contrair empréstimos para financiarem suas despesas primárias como o governo (federal) vem fazendo há seis anos”.

“O governo federal desde o início quando mandou a PEC que havia a inclusão de estados e municípios porque nós entendemos que o problema fiscal não é privativo do governo federal. É um problema que atinge a federação como um todo”, afirmou.

Marinho disse que a retirada dos servidores estaduais e municipais da reforma se deveu a uma “questão política”.

“Cobrou-se um apoio expresso daqueles que seriam beneficiados, no caso dos governadores do Nordeste, esse apoio não veio. Ou veio de forma tímida. Deputados que votaram favorável à reforma, que tinham a convicção da sua necessidade, se sentiram desconfortáveis de manterem sua posição a favor dos governadores e dos Estados quando a posição era de que eles estavam, na verdade, trabalhando contra a sociedade. E foi retirado”, avaliou.

Confira a entrevista na íntegra


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