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27/06/19
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

‘Teria que baixar muito o meu nível’, diz Santos Cruz sobre Carlos Bolsonaro

27 / jun
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 12:03

Com informações de Amanda Miranda, do Blog de Jamildo

Na sua entrevista no 14º Congresso de Jornalismo Investigativo, realizado em São Paulo, o ex-ministro da Secretaria de Governo general Santos Cruz alfinetou o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), o escritor Olavo de Carvalho e o secretário de comunicação do governo Jair Bolsonaro (PSL) Fabio Wajngarten. Ao ser questionado se avaliava que o presidente Bolsonaro optou pelo lado do filho, do guru ou do chefe da Secom ao demiti-lo, o general disse que para falar sobre os três nomes, teria que “baixar muito” o seu nível.

A fala veio após a pergunta da jornalista Julia Duailibi, da Globo News, sobre supostas mensagens atribuídas ao ex-ministro em que ele teria criticado Bolsonaro, Carlos e defendendo que o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) assumisse a Presidência da República. Segundo a revista Crusoé, foi o próprio Fabio Wajngarten, que era subordinado ao hoje ex-ministro, que levou um print dessas mensagens a Bolsonaro. 

“Eu não vou discutir sobre essas personalidades públicas porque se não eu teria que baixar muito o meu nível do meu palavreado. E eu não vou fazer isso”, disse.

Segundo o general, ele foi vítima de “criminosos”. “Isso é ridículo. Só que os criminosos que fizeram aquilo, porque isso é crime, eles não consultaram minha agenda”, afirmou, acrescentando que a intenção era pressionar sua demissão.

Ao ser questionado sobre a avaliação de que a sua saída do governo foi provocada por uma crise com Fabio Wajngarten, o general resumiu-se a dizer que não foi consultado sobre a nomeação e que cumpriu a determinação de Bolsonaro. A indicação de Wajngarten teve o apoio de Olavo.

“(Bolsonaro) Ele solicitou que eu colocasse o atual chefe da Secom naquele posto. E ele é o presidente e tem o direito de pedir assim como a minha saída. A saída de um ministro, de um técnico, pode ser feita pela autoridade até sem dizer o porquê. a ética de como a coisa acontece eu não vou discutir aqui. Eu vou deixar para vocês fazerem a análise. Eu não posse ser antiético”, disse Santos Cruz.

“Essas coisas você tem que entender. Eu não tenho trauma nenhum. Eu não saio perdendo nessa história. Não é uma guerra de vitórias ou derrotas”, afirmou.


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