publicidade
20/06/19
Foto: Marcos Pastich/ Arquivo JC Imagem
Foto: Marcos Pastich/ Arquivo JC Imagem

Delegada diz que prefeito de Camaragibe é líder de organização criminosa

20 / jun
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 8:52

Atualizado no dia 21 de junho com a nota da defesa do prefeito

Preso preventivamente na deflagração da Operação Harpalo 2 na manhã desta quinta-feira (20), o prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira (PTB), é apontado pela Polícia Civil como o líder da organização criminosa que é investigada por suspeitas de fraudes na licitação para a reforma do prédio da prefeitura, além dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro.

Segundo a delegada Polyanne Farias, gerente de controle operacional da Diretoria Integrada Especializada (Diresp), os crimes continuaram a ser cometidos mesmo após a primeira fase da operação que mirou o petebista, onde foi apreendido um carro de luxo dele, avaliado em R$ 100 mil. Na ocasião, a justiça negou o pedido de prisão e o afastamento do prefeito.

LEIA TAMBÉM
» Polícia Civil prende o prefeito de Camaragibe, Demóstenes Meira
» Rompida com prefeito de Camaragibe, Nadegi Queiroz assume prefeitura
» Nadegi Queiroz diz que fará auditoria na Prefeitura de Camaragibe

“A primeira fase proporcionou à investigação a coleta de elemento de provas muito importantes e a nova análise de informações feita pelo nosso laboratório de inteligência culminou na deflagração hoje da segunda fase. O principal palco dos crimes era a Prefeitura de Camaragibe”, disse a delegada.

Ainda de acordo Polyanne Farias, Demóstenes Meira também atrapalhava as investigações ao ocupar o cargo de prefeito.

Procurada, a defesa de Demóstenes Meira afirmou, em nota assinada pelos advogados Ademar Rigueira e André Caúla, “que a decisão de afastamento do cargo e a prisão preventiva do prefeito de Camaragibe não cumpriram os requisitos legais, posto que nenhum motivo novo foi apresentado pela Polícia Civil ao Tribunal, senão aqueles que já haviam sido indeferidos pelo desembargador relator em março deste ano”.

Os defensores anunciaram também que entrarão com um Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para libertar o prefeito afastado.

“Na segunda fase, as investigações continuaram e se verificou que condutas criminosas continuaram sendo praticadas e o Poder Judiciário e o Ministério Público compreenderam a necessidade de corroborar com a solicitação de prisão preventiva e do afastamento cautelar”, afirmou.

Polyanne Farias disse ainda que “não houve qualquer tipo de resistência no momento da prisão”, que ocorreu no apartamento do petebista, no bairro da Madalena, na Zona Oeste do Recife. Segundo ela, o prefeito “estava dormindo” no momento em que os policiais foram cumprir o mandado. Ele foi encaminhado para a sede do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco).

Sobre os outros alvos de prisão preventiva, a delegada informou que são “quatro empresários que são sócios em duas empresas diferentes no ramo de construções”. “Um dos fundamento dessa prisão preventiva é fazer cessar essas condutas criminosas que continuam”, disse.

Veja o relatório de auditoria do TCE-PE que embasou o pedido de prisão do prefeito Meira


FECHAR