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11/06/19
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Líder do PDT defende CPMI para investigar mensagens de Moro

11 / jun
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 17:53

O líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo (CE), defendeu nesta terça-feira (11) a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as mensagens vazadas do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. O pedetista fez um discurso durante a sessão do Congresso Nacional para analisar vetos e autorização para a abertura de crédito extra de R$ 248,9 bilhões para o governo Jair Bolsonaro (PSL).

“Que possamos através deste instrumento evitar que a Justiça seja colocada em descrédito”, disse. “Nós, do Poder Legislativo temos essa obrigação. Não é uma questão de fulanizar o procedimento, mas de apurar com o devido rigor”.

Para abrir a comissão, é necessário que o PDT recolha a assinatura de um terço dos senadores, o que equivale a 27, e um terço dos deputados, ou seja, 171. A CPMI tem poder equiparado ao de autoridade judicial e pode, por exemplo, determinar diligências e ouvir testemunhas.

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Durante a mesma sessão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), anunciou que a presidente da Comissão de Comissão e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), decidiu ouvir Moro no próximo dia 19. A audiência com Moro, para que ele fale sobre as mensagens vazadas sobre a Operação Lava Jato, da qual era juiz, será às 9h.

O interesse de Moro em falar na comissão foi apresentado a Alcolumbre nesta terça-feira (11), pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Moro informou dois dias em que estaria disponível, 19 e 26.

“Estou certo que será uma oportunidade para que Moro esclareça os fatos e demonstre sua correção à frente da Operação Lava Jato”, afirmou Fernando Bezerra Coelho, que é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Lava Jato. Por causa disso, Moro teria tentado barrar a sua indicação para a liderança.

Conversas vazadas

O site The Intercept publicou mensagens atribuídas a Moro e ao chefe da força-tarefa da Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol, em que, no aplicativo Telegram, eles conversam sobre as ações da Lava Jato. Em uma delas, o ex-juiz teria feito sugestões sobre operações. “Olá Diante dos últimos . desdobramentos talvez fosse o caso de inverter a ordem da duas planejadas”, diz o então magistrado em uma delas, segundo o site.

De acordo com a publicação do The Intercept, Moro teria ainda repassado informações a Dallagnol informalmente. “Entao. Seguinte. Fonte me informou que a pessoa do contato estaria incomodado por ter sidoa ela solicitada a lavratura de minutas de escrituras para transferências de propriedade de um dos filhos do ex Presidente. Aparentemente a pessoa estaria disposta a prestar a informação. Estou entao repassando. A fonte é seria”, teria dito.

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Entre outra passagem, o ex-juiz teria indicado qual deveria ser sua decisão sobre o processo do ex-presidente Lula (PT).

Autor da publicação, o jornalista norte-americano Glenn Greenwald afirmou ao UOL que o material não foi completamente publicado. De acordo com ele, há trechos em que Moro falaria sobre a indicação para o ministério antes do segundo turno da eleição.

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Moro afirmou em nota, ainda no domingo (9), que não há direcionamento na atuação dele, segundo o conteúdo das mensagens. Segundo Moro, as conversas foram retiradas de contexto e apresentadas de forma sensacionalista.

“Sobre supostas mensagens que me envolveriam publicadas pelo site Intercept neste domingo, 9 de junho, lamenta-se a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores. Assim como a postura do site que não entrou em contato antes da publicação, contrariando regra básica do jornalismo. Quanto ao conteúdo das mensagens que me citam, não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato”, disse em nota o ministro.


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