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08/06/19
Foto: Divulgação
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Mourão cobra ação de governadores e prevê aprovação de 80% da reforma

08 / jun
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 19:55

Entrevistado pelo cientista político Antonio Lavareda no programa 20 Minutos deste sábado (8), da TV Jornal, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou que prevê a aprovação de 80% da reforma da Previdência proposta pelo governo Jair Bolsonaro (PSL).

“Nós colocamos uma reforma que consideramos a ideal agora sabemos que o Congresso irá aprovar aquela reforma que ele acha possível. Não será nem tanto ao mar nem tanto à terra. Eu julgo que ela será aprovada nos próximos 40, 45 dias, mas dentro de uns 80% daquilo que nós gostaríamos”, disse.

Mourão voltou a cobrar o apoio dos governadores, na mesma semana em que os gestores do Nordeste divulgaram carta pedindo a manutenção de estados e municípios na reforma. “Eu acho que os governadores têm que fazer a sua parte. Eles entendem onde apertam os calos e nessa hora tem que haver a coragem moral de buscar o que é melhor para o conjunto da população que o elegeu”, disse Mourão.

Os governadores criticam as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria de trabalhadores rurais.

“Tem uma série de cálculos e a proposta que o governo colocou (no BPC) que fosse pago a partir dos 60 anos com a metade do salário e o camarada só teria direito ao salário completo a partir do 70 era uma proposta honesta e com uma visão muito específica. Agora está sendo discutida no Congresso a questão da aposentadoria rural, que ela está muito ligada ao sindicato simplesmente dar um um visto bom e dizendo que a pessoa trabalhou na área rural e está sendo mudado pela própria Medida Provisória que foi aprovada na segunda-feira no Senado para impedir as fraudes no sistema Previdenciário“.

Mourão afirmou ainda que já há apoio popular à reforma. “Em torno de 50% já compreenderam a extensão do problema que é o nosso sistema previdenciário. Ele é um sistema que se parece com a pirâmide financeira”, classificou. “Vão trabalhar do berço ao túmulo sem ter direito à aposentadoria. Então, a população entendeu isso: nós temos que mudar as regras”.

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