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07/06/19
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem

Daniel Coelho diz que Paulo Câmara tinha ‘posição dupla’ sobre reforma

07 / jun
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 9:43

O líder do Cidadania na Câmara dos Deputados, deputado federal Daniel Coelho, viu como “um avanço” a carta assinada governadores do Nordeste, incluindo o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), em defesa da manutenção dos estados no texto da reforma da Previdência. Em entrevista, nesta sexta-feira (7), ao programa Passando a Limpo, na Rádio Jornal, o parlamentar afirmou, contudo, que os gestores estaduais precisam alinhar o discurso de apoio à reforma com as suas bancadas na Câmara. Autor de emenda para Estado e municípios do projeto, o deputado aproveitou para alfinetar Paulo Câmara e os deputados do PSB.

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“A gente provocou esse debate lá atrás quando nós fizemos essa emenda porque a gente sabia da hipocrisia do populismo irresponsável e da jogada para a plateia que estavam fazendo o PT e o PSB, principalmente, aqui na região Nordeste. Esse capítulo não está encerrado. A carta foi assinada, os governadores reconhecendo e pedindo para entrar na reforma, mas, claro, para isso não virar assinatura de jacaré, para não virar bilhetinho falso tem que ter uma reflexão nas bancadas desses governadores. Paulo Câmara assinar e o deputado Danilo Cabral, João Campos e o deputado Tadeu Alencar votando contra a reforma é uma verdadeira piada. Aí fica mais escancarada ainda a falta de compromisso com a verdade sobre o tema”, disparou Daniel Coelho, que já havia adotada a mesma crítica em seu perfil no Twitter na noite dessa quinta-feira (6).

O deputado do Cidadania disse ainda que foi “incompreendido por defensores da reforma” quando apresentou a emenda para deixar para Assembleias e Câmara de Vereadores a missão de aprovar as suas próprias mudanças nos seus regimes previdenciários. Segundo o parlamentar, a emenda é “vencedora” porque “deixa evidente quem estava falando a verdade e quem estava jogando para a plateia num discurso e na prática fazendo outro”. O pernambucano ainda ressaltou que deixar Estados e municípios de fora da proposta leva a uma “aprovação mais rápida” da reforma.

“Acho que hoje todo mundo entende que a gente precisa é colocar o debate às claras. As pessoas precisam ter posições. Não dá para ficar como estava o governador Paulo Câmara trabalhando intensamente a favor da reforma e querendo incluir os servidores estaduais e, ao mesmo tempo, jogando os seus deputados para fazer populismo, demagogia, nas rádios, na televisão, dentro do plenário da Câmara. A gente vai afunilar para que não caibam essas posições duplas”, disse.


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