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01/06/19
Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem
Foto: Ricardo Labastier/JC Imagem

PSDB vai ter ‘sucesso eleitoral’ nas eleições de 2020, diz Bruno Araújo

01 / jun
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 13:03

Eleito por aclamação presidente nacional do PSDB nessa sexta-feira (31), o ex-ministro das Cidades Bruno Araújo assumiu a missão de comandar o partido após a sua maior derrota em uma eleição presidencial. Alçado ao posto graças a uma articulação do governador de São Paulo, João Doria, o pernambucano expressou confiança em um “sucesso” nas urnas nas eleições para prefeitos e vereadores no ano que vem. Para o tucano, o fracasso eleitoral em 2018 – quando a sigla elegeu o menor número de governadores desde o início da sua trajetória e viu diminuir as suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado – faz parte de um “processo cíclico da democracia”.

“Esse é um processo cíclico da democracia com uma base de um partido que tem história, que entregou muito ao País, e que vai tirar a névoa de dúvida e hesitação que se consolidaram de forma mais recente. O partido tem grandes quadros, pensa o Brasil e vai ter seguramente um sucesso eleitoral a partir do ano que vem”, disse Bruno Araújo.

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Governo Bolsonaro

Sobre a posição do PSDB em relação ao governo Jair Bolsonaro (PSL), o novo presidente nacional da sigla ressaltou que os tucanos vão se manter independentes, mas contribuindo em temas onde haja concordância como a pauta econômica, a exemplo da reforma da Previdência. Bruno Araújo fez questão de pontuar que o partido pode se opor às medidas do governo quando houver discordâncias. Ele aproveitou para criticar o “pacto” entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário pelas reforma, a qual chamou de “algumas folhas de um pacto”.

“Primeiro, uma posição de absoluta independência e se for necessário, uma oposição nos momentos em que haja discordância e há. Primeiro em relação à compreensão de que democracia se constrói em um processo de diálogo com as instituições de forma firme. Não é só chamando para assinar algumas folhas de um pacto. É uma interlocução direta, tratando com os representantes da sociedade civil organizada. O PSDB vai ter uma posição contributiva, de independência, e de sempre quando houver discordância, se opondo aos temas do governo”, afirmou o tucano.

Questionado sobre se o decreto que flexibilizou o porte de armas estaria entre as discordâncias que mencionou, Araújo disse que o tema ainda não foi discutido dentro do partido. “O que nós queremos dentro do PSDB é que em relação aos principais temas que estão na sociedade, que nós tenhamos posição formalizada dentro da Executiva para que valha para todo o partido.Temas como esse ao longo dos meses nós vamos consolidar uma posição formal do partido. Qualquer opinião agora é opinião de filiado”, argumentou.


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