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30/05/19
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Paulo Câmara nomeia ex-deputado Henrique Queiroz para cargo em comissão

30 / maio
Publicado por jamildo em Notícias às 14:30

O governador Paulo Câmara (PSB) nomeou o ex-deputado estadual Henrique Queiroz (PR) para um cargo em comissão, sem necessidade de concurso, na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário. O ex-deputado vai cuidar da “articulação institucional” da Secretaria.

Queiroz foi deputado estadual por 40 anos, mas em 2018 se candidatou a deputado federal e não conseguiu se eleger.

Em dezembro, a Assembleia chegou a realizar uma sessão solene para homenagear os 40 anos de mandatos de Queiroz. A proposta de homenagem foi do presidente do Poder, Eriberto Medeiros (PP).

Henrique Queiroz é mais um nome numa longa lista de candidatos derrotados nas eleições que foram “alocados” pelo Governo do Estado.

Em março, foram nomeados Yves Ribeiro (PSB), ex-prefeito de Paulista, Itapissuma e Igarassu, e também Cal Volia (PP), ex-prefeito de Itapissuma.

Outros políticos também ganharam cargos em comissão. Em alguns exemplos, os ex-prefeitos Ferdinando Lima de Carvalho (PSD), de Parnamirim; Luciano Torres Martins (PSB), de Ingazeira; Paulo Tadeu Guedes Estelita (PSB), de Vicência; Antônio Auricélio Menezes Torres (PSB), de Cabrobó; Fabinho Rufino (PSB), de Bom Jardim; Daniel Alves de Lima (PSB), de Chã Grande; José Tavares Quental (PSB), de Condado, além de muitos outros.

Ainda em 2017, o deputado estadual Álvaro Porto (PTB) denunciou um suposto uso eleitoral de cargos em comissão para ex-prefeitos. O oposicionista criticou o espaço dado para os aliados pelo governador.

“Queremos e merecemos saber quando o governo vai deixar de culpar a crise pela sua ineficiência ao mesmo tempo em que superlota a máquina para formar palanque para 2018”, afirmou o parlamentar, na época.

O deputado ainda afirmou que a base aliada na Assembleia tentava “naturalizar que há muito é condenável”.

O parlamentar denunciou, em 2017, que os aliados nomeados para o Governo do Estado custavam, segundo o deputado estadual, R$ 2 milhões mensais aos cofres públicos.


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