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28/05/19
Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República
Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

Assista à votação do Senado sobre o destino do Coaf, na MP 870

28 / maio
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 19:08

A medida provisória da reforma administrativa foi colocada em votação no Senado na noite desta terça-feira (28), menos de uma semana antes do prazo de validade do texto. Entre as mudanças, os parlamentares analisam a mudança aprovada pela Câmara dos Deputados no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Ao contrário da estrutura adotada no governo Jair Bolsonaro (PSL), o órgão foi retirado do Ministério da Justiça e Segurança Pública, de Sérgio Moro, e entregue novamente à pasta da Economia, chefiada por Paulo Guedes. O

Temendo a caducidade da medida provisória 870/2019, o presidente enviou uma carta ao Senado pedindo a aprovação da forma como está. Caso o Senado mude o texto e deixe o Coaf à pasta de Moro, a proposta deverá voltar à Câmara e poderia não ser votada a tempo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), iniciou a sessão lendo a carta.

Assista a votação sobre a reforma administrativa e o Coaf

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Na semana passada, em visita ao Recife, Bolsonaro já havia defendido que, devido ao risco de a medida provisória perder a validade, fosse votada da forma como chegou ao Senado. No dia anterior, também na capital pernambucana, Moro não escondeu o descontentamento sobre a decisão, mas afirmou que a “política de integração” continuaria no governo.

Nesta terça-feira, Moro subscreveu a carta enviada por Bolsonaro pedindo a aprovação da reforma administrativa.

Mais cedo, entre outros senadores, o líder da minoria no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), defendeu que há tempo de votar novamente na Câmara antes que a medida provisória perca a validade.

Governo antes articulava Coaf com Moro

O relatório inicial de Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado, previa a manutenção do Coaf com Moro. Apesar disso, com articulação do centrão e de partidos de oposição, a comissão mista, formada por deputados e senadores, conseguiram mudar a decisão, decidindo por levar o órgão para a pasta de Paulo Guedes, decisão que foi mantida na Câmara..

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Após a decisão da Câmara, o governo negou que tenha sofrido uma derrota. Apesar disso, Bolsonaro chegou a pedir aos parlamentares para manter o Coaf com Moro. “Estão pegando a Coaf do Moro e mandando para o Paulo Guedes. Esperamos que o plenário mantenha a Coaf no Ministério da Justiça, porque é uma ferramenta muito forte para combater a corrupção e a lavagem de dinheiro”, disse em uma transmissão pelo Facebook.

A mudança sobre o Coaf foi vista no meio político como uma reação do Congresso Nacional a Bolsonaro. Desde o início do governo, Executivo e Legislativo têm mantido relações com atritos.


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