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25/05/19
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Marcelo Ramos disse que reforma sai com ou sem Paulo Guedes

25 / maio
Publicado por jamildo em Notícias às 10:12

A fala do ministro Paulo Guedes à revista VEJA foi classificada como “desrespeitosa” pelo presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PL-AM).

Também em entrevista à VEJA, o parlamentar afirmou que o ministro da Economia precisa de um “choque de humildade”.

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“A declaração é desrespeitosa com o presidente e constrange o presidente, que é chefe dele. O Brasil é maior do que ele, ele não é maior que o Brasil. O ministro Paulo Guedes precisa de um choque de humildade, ele precisa entender que é ele que trabalha para o Brasil, não é o Brasil que trabalha para ele. O ministro não está fazendo nenhum favor ao país”, disse o parlamentar.

‘Pego o avião e vou morar lá fora’

Na entrevista à revista, o ministro Paulo Guedes também citou a possibilidade de abandonar o cargo se “sentir” que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não quer a reforma e a mídia e a oposição estiverem a fim de “bagunçar”. 

“Deixa eu te falar um negócio que é importante. Eu não sou irresponsável. Eu não sou inconsequente. Ah, não aprovou a reforma, vou embora no dia seguinte. Não existe isso. Agora, posso perfeitamente dizer assim: ‘Olha, já fiz o que tinha de ter sido feito. Não estou com vontade de ficar, vou dar uns meses, justamente para não criar problemas, mas não dá para permanecer no cargo’. Se só eu quero a reforma, vou embora para casa. Se eu sentir que o presidente não quer a reforma, a mídia está a fim só de bagunçar, a oposição quer tumultuar, explodir e correr o risco de ter um confronto sério… pego o avião e vou morar lá fora”, disse Paulo Guedes.

Segundo Guedes, a não aprovação da reforma poderá levar o Brasil a um estado de “convulsão” e provocar um “caos” no setor público da União, dos Estados e municípios. “Não vamos ter nem dinheiro para pagar aos funcionários”, disse. Na avaliação do ministro, o cenário poderá levar à aposta em um impeachment e o país poderá virar “uma Argentina”, que hoje sofre com uma grave crise econômica.


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