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22/05/19
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vou fazer sugestões a Bolsonaro, diz Moro sobre sucessão na PGR

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22 / maio
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 18:09

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, comentou, em entrevista ao programa Balanço das Notícias, na Rádio Jornal, na tarde desta quarta-feira (22), a sucessão na Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-juiz da Lava Jato disse que, “certamente”, vai sugerir nomes ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Em postagem no seu perfil no Twitter em abril, Bolsonaro negou que o ministro vai escolher o novo PGR.

“Essa questão é bastante relevante, mas eu acho que ela não deve ser prematuramente discutida e deliberada dentro do Planalto. Existe um procedimento que foi adotado em indicações anteriores da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) de forma a fazer uma lista tríplice e encaminhar ao presidente. Essa lista tríplice está em período de votação e deve ser encaminhada em meados ou final de junho. E tendo presente essa lista e eventuais outros candidatos (de fora dela), o presidente vai tomar a deliberação dele”, disse.

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“Eu estou aqui dentro do ministério, dentro do governo, certamente vou fazer minhas sugestões ao presidente. Compete a ele evidentemente tomar a decisão, que é prerrogativa do presidente de escolher o nome que vai encaminhar para o Senado Federal”, emendou.

Com agenda nesta quinta-feira (23), no Recife, quando se reunirá com o governador Paulo Câmara (PSB) em um café da manhã no Palácio das Princesas, o ministro evitou dizer se defende que Bolsonaro acolha a lista tríplice. Para ele, ainda é “prematuro” discutir isso quando o processo de eleição interna ainda está em andamento.

“Eu já falei sobre essa lista no passado, eu acho um instrumento importante. Mas acho que essa decisão no presente momento é prematura porque quando sequer existe uma lista” , afirmou.

O presidente já deu declarações que não tem compromisso em indicar um nome da lista tríplice para o cargo. Em 2001, quando foi promovida pela primeira vez, a lista não foi acolhida na indicação para a PGR pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Desde 2003, no governo Lula (PT), o primeiro nome da lista é escolhido para o cargo. O que acabou virando uma tradição.

A tradição acabou quebrada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), que preferiu indicar a atual procuradora-geral Raquel Dodge, que ficou na segunda posição na lista, ao invés do primeiro colocado na ocasião, o subprocurador Nicolau Dino. Dino é irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), adversário de José Sarney (MDB), o que pesou na decisão.

Já há 10 candidatos ao posto, entre eles está o pernambucano José Robalinho Cavalcanti, procurador da República e ex-presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Com direito a disputar a recondução, Raquel Dodge preferiu não participar da eleição interna, mas isso não significa que ela não esteja disposta a continuar no cargo. Ela já sinalizou estar disposta a permanecer no posto caso Bolsonaro a indique.

Confira a entrevista de Moro na íntegra


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