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26/04/19
Foto: reprodução do vídeo/Folha de S. Paulo
Foto: reprodução do vídeo/Folha de S. Paulo

Entrevistado na prisão, Lula diz que País é governado por ‘bando de maluco’

26 / abr
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 16:38

Do Blog de Jamildo, com informações da Folha de S. Paulo

Entrevistado nesta sexta-feira (26) após uma batalha judicial, o ex-presidente Lula (PT) falou aos jornalistas Mônica Bérgamo, da Folha de S. Paulo, e Florestan Fernandes, do El País, sobre a possibilidade de não sair mais da prisão, as acusações contra ele na Operação Lava Jato e a morte do neto enquanto ele está preso. Além disso, fez uma avaliação do governo Jair Bolsonaro (PSL). “O que não pode é esse país estar governado por esse bando de maluco que governa o país”, disse, sobre a gestão do presidente atual.

Para Lula, “ou ele (Bolsonaro) constrói um partido sólido, ou não perdura”.

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Já sobre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou que “não sobrevive na política”. Hoje no primeiro escalão de Bolsonaro, Moro foi o primeiro juiz a condenar o ex-presidente, em julho de 2017, quando estava à frente da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), cuidando dos processos da Operação Lava Jato no Paraná.

“Sempre riram de mim porque eu falava ‘menas’. Agora, o Moro falar ‘conje’ é uma vergonha”, disse Lula.

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O ex-presidente disse ainda ter uma “obsessão de desmascarar Moro, Dallagnol e sua turma”. Deltan Dallagnol é o procurador que coordena a força-tarefa da Lava Jato, responsável pela acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro que levou à condenação e depois à prisão de Lula. “Eu tenho certeza de que durmo todo dia com a minha consciência tranquila. E tenho certeza de que o Dallagnol não dorme, que o [ministro da Justiça e ex-juiz Sergio] Moro não dorme”.

“Eles sabem que têm aqui um pernambucano teimoso”, disse ainda.

“Trabalho muito para vencer a questão do ódio e da mágoa profunda, mas o que me mantém vivo aqui? E é isso que eles tem que saber: eu tenho compromisso com esse País”.

Lula chorou ao falar sobre a morte do neto Arthur, de 7 anos. “Eu às vezes penso que seria tão mais fácil que eu tivesse morrido. Eu já vivi 73 anos, poderia morrer e deixar o meu neto viver”, afirmou.


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