publicidade
18/04/19
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Se diluída, reforma não refletirá crescimento esperado no PIB, diz Mansueto

18 / abr
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 12:33

Estadão Conteúdo – O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse, nesta quinta-feira (18) que, se a reforma da Previdência for desidratada, não haverá crescimento esperado para o Produto Interno Bruto (PIB). Para ele, o clima pró-reforma das regras das aposentadorias hoje é muito mais favorável do que era em 2016 e 2017. Por isso, acredita, a reforma passa, mas o tamanho da economia vai depender da base que o governo construir para aprovar o projeto.

“O debate pra valer da Previdência, de méritos, começa agora na Comissão Especial. É a partir daí que vamos saber de fato o tamanho da economia”, afirmou Mansueto a uma plateia de empresários e investidores franceses no Brasil em evento que a Câmara de Comércio França-Brasil, em São Paulo.

LEIA TAMBÉM
» João Campos diz ver inconstitucionalidades no projeto de reforma da Previdência
» Partidos tentam acordo para votar Previdência na quarta, com mudança no texto
» Previdência é prioridade do governo e da Câmara, diz Maia
» Saiba como os pernambucanos devem votar sobre a Previdência
» Francischini decide que CCJ não pode mudar texto da reforma da Previdência
» Apesar de crise em articulação, apoio à Previdência cresce na Câmara

Crédito direcionado

Segundo o secretário, a Previdência contribuirá também para reduzir o crédito direcionado na economia. “A redução do crédito direcionado é uma medida interessante já que ele contribui para diminuir a potência da política monetária. Mas isso se daria num cenário em que junto com a aprovação das reformas, em especial da Previdência, consolidando o quadro de juros nominais baixos”, resumiu.

Na verdade, de acordo com Mansueto, “a gente já está em um cenário muito diferente de juros. Hoje, quando o mercado fala em aumento de juro, fala em 7,5%, 8%. Ninguém mais fala em Selic de 10%, 11%”.

“Então se aprovarmos a reforma e consolidarmos o cenário de juros baixos, naturalmente o mercado será aberto para várias outras coisas [investimentos] sem precisar de muito crédito direcionado”, afirmou o secretário.

Saiba o que pensam os pernambucanos sobre a reforma da Previdência


FECHAR