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28/11/18
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Despacho do STJ revela que PF apreendeu 47 mil euros e 418 mil reais na casa de Lula Cabral

28 / nov
Publicado por jamildo em Notícias às 13:45

O despacho da ministra do STJ Laurita Vaz negando um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do prefeito licenciado do Cabo informam, em meio aos documentos públicos do inquério da Operação Abismo, deflagrada pela Polícia Federal em outubro, sobre valores em espécie supostamente de posse do prefeito.

Na operação, foi preso preventivamente o prefeito do Cabo do Santo Agostinho, Lula Cabral (PSB).

O gestor está preso no Cotel, desde 19 de outubro, por ordem do Tribunal Regional Federal do Recife (TRF5). A Polícia Federal apontou um suposto desvio de mais de 90 milhões de reais da previdência municipal do Cabo.

De acordo com o despacho do STJ, na casa de Lula Cabral, em busca realizada em 19 de outubro, a Polícia apreendeu “R$ 418.300,00 (quatrocentos e dezoito mil e trezentos reais) e 47.130 (quarenta e sete mil, cento e trinta euros), em espécie”, segundo documentos do inquérito.

Na ocasião, a Polícia Federal teria descoberto indícios que o prefeito tinha outros imóveis, como uma casa de praia. Daí solicitou ao desembargador do TRF5 novos mandados de busca e apreensão.

Na casa de praia, em outra busca realizada em 31 de outubro, os policiais encontraram dois cofres vazios.

“Ao se realizar busca nestes, no dia 31.10.2018, foi constatado haver vestígios de que era guardado dinheiro na casa de praia do investigado, haja vista a instalação de dois cofres, um deles com diversas ligas de borracha, do tipo utilizado para manter os maços de dinheiro, além de diversos envelopes de depósito do Banco do Brasil e do Bradesco”, apontou a diligência da Polícia Federal, citada no despacho do STJ.

De acordo com essas informações, os policiais teriam estranhado a forma como estava a casa de praia de Lula Cabral. Segundo os policiais, haviam indícios que as provas contra o prefeito tinham sido retiradas antes da chegada da Polícia Federal.

“Ademais, a forma como encontrada a residência, com a cama desarrumada, aparelho celular ligado no carregador e cofre aberto, sugere que tenha sido desocupada instantes antes da chegada dos policiais. Devendo ser destacado, ainda, que o DVR do monitoramento eletrônico da residência (CFTV) havia sido removido. Também no escritório particular de Lula Cabral haviam sido retiradas as CPUs dos computadores, além de os armários e gavetas se encontrarem vazios, restando apenas revistas e documentos antigos, irrelevantes”, anotou o inquérito da Abismo.

De acordo com advogados locais, estes novos fatos colaboraram para o relator do inquérito, desembargador Edilson Nobre, manter a prisão de Lula Cabral.

“A conveniência da instrução penal também justifica a manutenção da prisão do requerente, haja vista a constatação de ocultação de provas nos imóveis onde realizadas buscas no dia 31.10.2018, com a retirada de CPUs de computadores e DVR do monitoramento eletrônico, além de, provavelmente, valores em espécie. Acrescente-se a tais fatos o risco concreto de que o agravante, caso posto em liberdade, possa interferir nas investigações, em especial em relação a possíveis testemunhas, haja vista a influência que exerce no município do Cabo de Santo Agostinho/PE”, decidiu o desembargador do TRF5.

No STJ, a ministra Laurita Vaz, em decisão nesta semana, citou que Lula Cabral “estaria atuando para dispersar e ocultar provas”. A Polícia Federal não localizou os computadores do investigado, segundo os autos, nem os vídeos de vigilância de sua casa, os quais, segundo a investigação, poderiam revelar outros cúmplices dos presos.


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