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23/11/18
Foto: Guga Matos/Acervo JC Imagem
Foto: Guga Matos/Acervo JC Imagem

Eu não faria dessa forma, diz Armando sobre 13º do Bolsa Família

23 / nov
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 10:31

Em entrevista ao programa Passando a Limpo, na Rádio Jornal, nesta sexta-feira (23), o senador Armando Monteiro Neto (PTB) fez duras críticas ao projeto do 13º salário para os beneficiários do Bolsa Família, chamado de Nota Fiscal Solidária. Para o parlamentar, a gestão do governador Paulo Câmara (PSB) “vem se revelando um governo do estelionato eleitoral” porque “já tem uma tradição de não cumprimento dessas promessas”. Tendo também prometido durante a campanha o 13º do programa federal após o anúncio da proposta do governador, o petebista disse que não faria a medida da mesma forma proposta pelo governo socialista. 

“Eu lhe garanto que não faria dessa forma, condicionando a um certo tipo de compra e apresentação de notas fiscais. A meu ver, a forma que foi encontrada fere a linha que deve pautar o compromisso público. Você não pode dizer que vai fazer uma coisa e depois dizer que fará, mas que fará com uma condicionante que nem sequer foi sugerida”, disse, que ressaltou que mesmo sem mandato a partir de 2019 continuará atuante na oposição ao governo estadual.

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O senador mencionou o recuo do governo que refez os cálculos da proposta. Para o petebista, a medida “parece mal estudada” o que provocou os novos cálculos. Anteriormente, o projeto previa que os beneficiários teriam que gastar R$ 5 mil por ano na compra com itens da cesta básica com as devidas notas fiscais – o equivalente a R$ 500 por mês para receber os R$ 150 no final do ano.

Como o valor médio do programa no Estado é R$ 184,13, os valores foram questionados pela oposição. Agora para receberem o 13º, eles terão que gastar R$ 3 mil – o equivalente a uma despesa média mensal de R$ 250. 

“Isso é completamente diferente do que foi anunciado na campanha. Foi anunciado na campanha que o cidadão receberia o 13º do mesmo modo que ele recebe hoje. Ou seja, sem essa condicionalidade. E aí a medida foi ao que parece mal estudada porque você que agora já se faz um recálculo. Porque admitir que uma pessoa do Bolsa Família que já consome pouco e, mais que consome muitas vezes na informalidade (…) Muitas pessoas que vivem em regiões mais distantes ou mesmo na periferia muitas vezes compram em estabelecimentos, ou mercadinhos, ou quitandas, que muitas vezes não têm nem sequer condições de comprar formalmente”, afirmou.

“Isso é coisa de quem não conhece as necessidades da população. A impressão é que dá é que a Fazenda disse: ‘olha, com R$ 500 a gente ainda ganha porque vai estimular a formalização de muitas formas'”, completou.


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