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08/11/18
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Jungmann não descarta suspensão da intervenção para votar Previdência

08 / nov
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 9:41

Após o presidente Michel Temer (MDB) indicar que poderia propor alterar parte da Previdência sem a suspensão da intervenção federal no Rio de Janeiro, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse, em entrevista ao programa Passando a Limpo, na Rádio Jornal nesta quinta-feira (8), que a suspensão é “muito simples” porque bastaria um acordo entre Temer e o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Para o ministro, “é possível” votar a reforma ainda neste ano se houver “disposição do presidente eleito e sua equipe” de articular com o Congresso Nacional.

“É muito simples (a suspensão da intervenção). É só, acredito eu, que o presidente eleito Jair Bolsonaro entrar em acordo com o presidente da República por um decreto e, em 24 horas, isso estaria resolvido. Ou seja, havendo o entendimento, mas havendo também a disposição do presidente eleito e sua equipe de engajarem esforços realmente, arregaçarem as mangas junto ao Congresso Nacional. Sim, é possível (votar a reforma)”, disse Jungmann.

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Segundo o governador do Rio de Janeiro eleito, Wilson Witzel (PSC), Temer falou na possibilidade de propor mudanças na Previdência por meio de projetos de lei e não mais por Proposta de Emenda à Constituição (PEC) – o que não necessitaria da suspensão da intervenção no Rio. A medida foi mencionada por Jair Bolsonaro em entrevistas ao falar da necessidade de aprovar “alguma coisa” ainda na gestão de Temer.

Encontro com Moro

Raul Jungmann disse que “foi muito positivo” o encontro com o  futuro ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro nessa quarta-feira (7). Os dois se reuniram por mais um hora a sós para tratar da transição para o novo governo. O atual ministro disse “já tinha uma relação muito cordial anteriormente” com o magistrado devido aos cargos dois dois e “trocavam telefonemas e mensagens”.

Após o encontro em rápido pronunciamento, Sérgio Moro disse que deseja ter Jungmann como “conselheiro informal”. Questionado se poderia assumir algum cargo no governo de Bolsonaro, o ministro descartou e afirmou “quer retornar ao setor privado” para ter “uma melhor qualidade de vida”. 

“Eu estou no terceiro ministério. Fui ministro da Reforma Agrária, da Defesa, e agora da Segurança Pública. Um período muito intenso. Agora eu quero dar uma parada geral na minha vida e não pretendo permanecer no setor público. Quero retornar ao setor privado, ter uma melhor qualidade de vida”, disse.

“Você não pode imaginar o que é a vida de um ministro de segurança no Brasil, tem uma exigência grande, que não respeita feriado, fim de semana etc”, completou.

Ouça a entrevista completa


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