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23/10/18
Foto: Divulgação
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Mendonça Filho continua sendo especulado para ministro da Educação

23 / out
Publicado por jamildo em Notícias às 20:03

Na coluna painel, a Folha de São Paulo diz que “Ganha força no PSL a tese de que seria vantajoso manter Rodrigo Maia (DEM-RJ) no comando da Câmara e nomear Mendonça Filho (DEM-PE) ministro da Educação num gesto ao centrão”.

Nesta semana que passou, o Estadão Conteúdo já havia informado que o ex-ministro da Educação no governo de Michel Temer, Mendonça Filho (DEM-PE), tem colaborado com a equipe do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). O nome de Mendonça estaria, inclusive, sendo cogitado para voltar ao mesmo ministério que deixou em abril para se candidatar a senador por Pernambuco. Além dele, o nome do empresário Eduardo Mufarej, do grupo RenovaBR, também está sendo considerado para o cargo.

Mendonça, que não foi eleito, teve reuniões com o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) em que apresentou o que foi feito na pasta durante a sua gestão e deu sugestões. Apesar de o DEM ter se declarado neutro nas eleições presidenciais, Onyx já foi anunciado como futuro ministro da Casa Civil se Bolsonaro for eleito.

Segundo interlocutores, Mendonça teria enfatizado a importância do ensino em tempo integral e a reforma do ensino médio, que Temer aprovou por meio de medida provisória e tem sido a grande bandeira do governo em educação. Em seu programa, Bolsonaro não menciona a reforma.

O candidato já declarou várias vezes que pretende fazer uma “mudança curricular” para tirar questões “ideológicas”, como gênero e sexualidade das escolas. A gestão de Mendonça – continuada pelo atual ministro Rossieli Soares – foi responsável pela finalização da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento começou a ser elaborado no governo de Dilma Rousseff e teve várias versões. Na que foi aprovada, em 2017, menções a gênero e sexualidade foram retiradas.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, outro nome cotado para o ministério é o do empresário Eduardo Mufarej, ex-presidente do grupo Somos Educação, e que está a frente da ONG RenovaBR. A entidade tem o objetivo de formar lideranças para a política. Ele seria uma indicação de Paulo Guedes, economista de Bolsonaro. Guedes não gostaria que a pasta fosse ocupada por um militar.

Em entrevista ao Estado, o general Aléssio Ribeiro Souto, que está no grupo de discussões sobre educação do PSL, disse que a bibliografia deveria mudar para que professores exponham a “verdade” sobre o “regime de 1964”. O ex-funcionário da Fundação Getulio Vargas Stravos Xanthopoylos também faz parte do grupo e foi cogitado para o cargo. Mas seu nome tem perdido força nos últimos dias.


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