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11/10/18
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

Bolsonaro divide os tucanos pernambucanos

11 / out
Publicado por Victor Tavares Correia em Eleições 2018 às 19:20

Políticos pernambucanos se dividem sobre quem apoiar no segundo turno da corrida presidencial: Fernando Haddad (PT) ou Jair Bolsonaro (PSL). Membros históricos do PSDB em Pernambuco divergem em relação ao apoio e partem em direções opostas. O ex-governador Joaquim Francisco (PSDB) deixou de lado a neutralidade do partido e declarou apoio a Bolsonaro. Já Elias Gomes, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, disse em artigo que votará em Haddad mas não no partido do candidato.

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Ex-governador de PE com Bolsonaro

O ex-governador Joaquim Francisco, filiado ao PSDB, não embarcou na neutralidade tucana. Disse que vai apoiar Jair Bolsonaro (PSL) neste segundo turno. Maioria do partido foi pela neutralidade, mas apoio ao militar é grande na sigla de Alckmin (PSDB). Além de Joaquim Francisco, outro tucano, o ex-ministro das Cidade Bruno Araújo (PSDB) declarou apoio pessoal ao candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), no segundo turno das eleições. 

“Vou votar, apoiar e atuar no meu partido para ter o maior número de adesões a Jair Bolsonaro no segundo turno. Qualquer que seja a posição, eu votarei, farei campanha e irei atuar dentro do PSDB para trazer a grande maioria da bancada federal do partido para votar e trabalhar por Bolsonaro”, declarou Bruno Araújo, presidente do PSDB em Pernambuco e ex-ministro das Cidades do governo Michel Temer (MDB).

 

Ex-prefeito de Jaboatão com Haddad

Já o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, o também tucano Elias Gomes, disse em artigo que, ao contrário dos correligionários, apoiará o candidato do PT Fernando Haddad. Para Elias “O PT sozinho não une o Brasil. Haddad precisa compreender isto e assumir uma atitude de humildade, de pacificação”, disse.

“Sufragarei o nome de Fernando Haddad, um mestre e intelectual com compreensão humanista do mundo para presidir o Brasil e incluí-lo na construção de uma concertação internacional, baseada em princípios democráticos. Não será um voto no partido político, mas em forças que, excetuando-se as já mencionadas e conhecidas divergências, estão menos distantes do que acredito e desejo para o meu país”. “Farei a minha parte. Não tenho forças para influenciar eleitoralmente, mas estarei em paz com a minha consciência e reafirmarei a minha paixão pela democracia e o meu amor pelo Brasil”, diz trecho do artigo escrito por Elias Gomes.

 


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