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19/09/18
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‘Eu estava em uma campanha isolada (na Rede)’, diz Lossio ao receber apoio de aliados de Bolsonaro

19 / set
Publicado por jamildo em Notícias às 18:00

O candidato da Rede em Pernambuco, Julio Lossio, mesmo que extra-oficialmente, abriu o palanque do partido de Marina no Estado para os aliados do candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro. Oficialmente, ele não pode pedir votos para Bolsonaro porque pode sofrer um pedido de impugnação por infidelidade partidária. No entanto, o gesto em favor do capitão, no momento em que Marina cai nas pesquisas nacionais, foi bastante explícito, com foto pública ao lado de dois dos maiores incentivadores do militar em Pernambuco. Um deles o candidato a deputado federal Coronel Meira, do PRTB, que foi rifado do PSL. Meira faz dobradinha com a esposa de Lossio, Andréa Lossio, da Rede, que busca mandato estadual. O outro grande incentivador de Bolsonaro no Estado é o empresário Gilson Machado Neto, que discursou no mesmo evento.

“Eu estava em uma campanha isolada, mas agora não” justificou-se, ao final de seu discurso em um almoço no restaurante Spettus, nesta terça-feira. “O Brasil está começando a juntar os homens de bens”, afirmou, em outro momento.

Em Pernambuco, Bolsonaro tem 17% das intenções de voto, de acordo com o Ibope, mas não contava com palanque em sua defesa. Armando Monteiro Neto, do PTB, chegou a fazer uma aliança com o PSL, mas para não perder apoio de eleitores petistas, chamou Bolsonaro de bisonho em uma entrevista a Geraldo Freire.

Ironias com Luciano Bivar

O ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lossio, candidato da Rede, sem citar Luciano Bivar, candidato a deputado federal pelo PSL, fez ironias com a situação criada a partir do afastamento dos dois novos aliados da chapa de Bolsonaro que não se formou ou virou palanque do capitão.

“Aprendi com Geraldo Coelho a olhar nos olhos e ver quem fala a verdade, tem compromisso, cumpre acordo. Eu sei que talvez não seja o candidato dos sonhos, este candidato talvez fosse Meira, mas eles dedicaram a vida toda a suas vidas públicas e não conseguiram olhar e saber que seriam enganados”, observou Julio Lossio.

Não ao aborto

“Quando eu tinha 21 anos, minha namorada tinha 17 ou 18 anos e engravidou. Muitos pediram para ela abortar. Minha mãe me dizia que não é com um erro que se conserta outro. Se eu tivesse feito isto (o aborto) eu não teria hoje este tesouro (filho presente)”, afirmou Julio Lossio, embargando a voz.

“Temos que ter a coragem de dizer a verdade para as pessoas mesmo que essas coisas sejam incovenientes. Aborto não é a solução”

Sala de aula e os militares

“Tem uma turminha ai que faz barulho contra militarização das escolas, mas os melhores resultados do Ideb são as escolas militares. Respeita-se pai e mãe. Ensina-se que o que não se quer para si não se deve querer para os outros. Respeita-se os professores. Nós precisamos respeitar a ordem nas escolas públicas. Não existe progesso sem ordem. Só sabe mandar quem sabe obedecer”, observou.

‘As escolas deviam estar cuidando de educar’

“O Brasil vive um momento difícil. Não acreditamos na nossa escola. Se acreditassem, colocariam os filhos deles lá. A escola foi abandonada e ficam falando em política de gênero. Não sabem nem português e matemática… tudo depende das primeiras sementes. se bem regadas e bem cuidadas, darão bons frutos. No nosso caso, as crianças de zero a seis anos estão abandonadas, só temos 17% na creche. Em Petrolina, deixamos 50% de crianças com acesso às creches… Já em Pernambuco está bom de tanta mentira. São 150 mil crianças entrando no ensino fundamental por ano. No ensino médio, so temos 90 mil por ano. Assim, deixamos 60 mil pessoas no meio do caminho, que desistem da escola. O governo dá a transferência para os alunos e ai não entra nas estatísticas de abandono. Em Caruaru, Paulo Câmara teve a cara de pau de dizer que a evasão é de 1%.”

“Quando vemos essas crianças na rua, fechamos o vidro do carro. É uma reação natural, de medo, mas temos que proteger os nossos jovens. Eles vão voltar depois…O caso da violência é a mesma coisa. Os meninos pobres da periferia estão sendo mortos. Como não é filho do governador, não se nota. Mas são 400 mortes por mês, como se um avião caisse todo mês em Pernambuco”.


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