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11/07/18
Foto: Roberto Soares/Alepe
Foto: Roberto Soares/Alepe

Deputado sai em defesa de PMs que prenderam advogado em Caruaru

11 / jul
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 14:37

O deputado estadual Joel da Harpa (PP) saiu em defesa dos policias militares que prenderam o advogado Sávio Delano Pereira durante uma assembleia no último dia 5 de julho sobre a criação de um novo sindicato de vigilantes em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O parlamentar, que colocou à disposição a sua equipe jurídica para auxiliar os agentes, divulgou um vídeo do momento da confusão entre policiais, o advogado e populares.

Segundo Joel da Harpa, as imagens mostram uma “nova versão” do caso e que os policiais agiram para proteger a integridade física do advogado que, na visão do deputado, escapou do linchamento e estaria tendo uma atitude suspeita. Para ele, não houve truculência na ação e o advogado estaria, ainda de acordo com o parlamentar, “inflamando e desacatando as pessoas e os seguranças”.

O vídeo divulgado pelo deputado destaca que populares afirmam que um “advogado” estaria supostamente armado pouco antes dos ânimos se exaltarem e os agentes intervirem. Um dos populares grita que a arma estaria escondida em um carro. 

“Durante minha carreira militar presenciei vários conflitos entre essas duas categorias, inclusive, durante ocorrências nas delegacias e em audiências de instrução, onde muitas das vezes, de forma indireta, alguns profissionais da área jurídica tentavam desqualificar a pessoa do policial. Quero disponibilizar, mais uma vez, o meu jurídico aos companheiros do Biesp (Batalhão Integrado Especializado), e dizer que acredito na justiça do nosso Estado e que todo mal entendido será resolvido”, disse o parlamentar.

O advogado acabou detido suspeito de desacato a autoridade. A ação foi repudiada pela secção estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que entrou com uma representação à Secretaria de Defesa Social pedindo o afastamento e a abertura de procedimentos administrativos disciplinares contra os policiais envolvidos na prisão. Segundo a OAB-PE, os agentes violaram o art. 7°, Parágrafo 3°, do estatuto da advocacia e do órgão, abusaram da autoridade e colocaram à força em um camburão o advogado.


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