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20/04/18
Foto: George Gianni/Divulgação
Foto: George Gianni/Divulgação

Álvaro Dias quer união do centro e diz que é atrapalhado por Alckmin

20 / abr
Publicado por Douglas Fernandes em Instant Articles às 12:46

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) abriu a possibilidade para a convergência do chamado centro democrático em torno de um só nome para a corrida pelo Palácio do Planalto nas eleições de outubro.

Questionado como via a observação entre tucanos de que sua candidatura “atrapalha” o projeto presidencial do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias respondeu, em tom humorado, que essa análise deve ser feita em relação a ele também porque os dois disputam uma mesma parcela do eleitorado.

“Ele me atrapalha, né? Porque nós somos de regiões convergentes, o Sul e Sudeste. É evidente que se eu atrapalho, ele também me atrapalha”, disse o senador, que deixou o PSDB em 2016 e se filiou ao PV antes de ingressar no seu atual partido, o Podemos (ex-PTN).

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“Se nós pudêssemos enxugar o centro democrático, reduzindo o número de candidaturas seria o ideal. Mas é preciso que nessa discussão se faça a análise da potencialidade de cada concorrente e da conveniência desta ou daquela candidatura. Se esse perfil escolhido para a convergência atende realmente às expectativas de uma sociedade em movimento”, explicou.

Pontuando até 5% dependendo dos cenários na última pesquisa de intenções de voto do Datafolha, o parlamentar ressalta, porém, que não deve ser fácil chegar a esse consenso. Para o senador, não pode haver a imposição de uma candidatura em detrimento das outras. 

“Você não pode tentar chegar a uma convergência, já colocando antecipadamente um nome que todos devem renunciar a favor dele. Eu creio que essa é uma análise complexa que certamente trará dificuldades para a convergência de forma absoluta”, afirmou.

Mesmo com essa avaliação, o presidenciável acredita que independente da tentativa de unir o centro em um palanque presidencial, o número de candidatos deve diminuir. De acordo, o momento de pré-campanha é propício para que políticos se apresentem para a disputa apenas para marcar presença.

“É evidente que eu acredito que alguns postulantes de hoje não serão postulantes de amanhã. Não começou o jogo na verdade, estamos em uma fase muito preliminar. Então, essa fase possibilita determinados balões de ensaio”, disse.

Perguntado sobre como enxergava a entrada do ex-ministro Joaquim Barbosa (PSB) como um dos possíveis candidatos a presidente, Álvaro Dias se esquivou e preferiu não comentar sobre se o fato do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) não ter experiência em cargos eletivos era um trunfo ou a negação da política.

“Todas as alternativas são válidas e podem enriquecer o debate eleitoral. Não ficaria muito bem a um concorrente analisar o desempenho ou a oportunidade de outras candidaturas”, disse.

O senador afirmou, contudo, que o excesso de candidaturas diminuem as chances dos confrontos de propostas no debate eleitoral.


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