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19/04/18
Foto: Heudes Regis/JC Imagem
Foto: Heudes Regis/JC Imagem

Petrobras quer vender parte da Refinaria Abreu e Lima

19 / abr
Publicado por Amanda Miranda em Instant Articles às 15:28

Com informações da Agência Brasil

A Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, é uma das duas no Nordeste que a Petrobras quer dividir com parceiros. Devem ser oferecidos aos parceiros 60% nela e em mais três refinarias. Em seminário nesta quinta-feira (19), na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, a estatal anunciou que poderá reduzir para 75% sua participação no mercado nacional. Atualmente, ela controla 99% do refino no País, com 13 refinarias.

Além da unidade em Pernambuco, outra que pode ter uma parte vendida é a Landulpho Alves, na Bahia. Junto com a Abreu e Lima, ela tem uma capacidade de processamento de 430 mil barris de petróleo por dia.

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No Sul, serão a Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná, e a Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, com uma capacidade de 416 mil barris por dia.

O estudo prevê que os dois blocos (Sul e Nordeste) serão oferecidos ao mercado simultaneamente e serão escolhidos parceiros diferentes para cada um.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, explicou que a proposta ainda não está fechada e foi aberta à discussão pública pela importância estratégica para o fornecimento de combustíveis no Brasil.

Refinaria Abreu e Lima

A refinaria foi anunciada em 2005, com a promessa de que mudaria – junto à Petroquímica Suape, em processo de venda, e ao Complexo de Suape – a realidade da região na área sul do Grande Recife. A previsão era de que a construção das unidades – que produziriam, além de óleo diesel, gás de cozinha e coque de asfalto – sairia por US$ 2,4 bilhões, em parceria entre a Petrobras e a estatal de petróleo da Venezuela PDVSA.

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Porém, a empresa do país vizinho não enviou recursos e deixou a obra em 2013, quatro anos depois de a Petrobras afirmar que havia um erro nos cálculos e que o custo seria cinco vezes mais alto, US$ 13,4 bilhões. No ano passado, o valor já chegava a US$ 17,8 bilhões, com previsão de ainda aumentar US$ 1 bilhão.

Relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) já apontavam sobrepreço nos contratos e em 2010 o órgão chegou a recomendar a paralisação da obra quando, em 2014, a Lava Jato expôs o esquema de corrupção na Petrobras e envolveu diretamente a Refinaria Abreu e Lima. Só a Odebrecht, na delação premiada que veio a público em abril, apontou que as obras na Rnest renderam R$ 90 milhões em propina a PP, PT e PSB.

O projeto da Refinaria Abreu e Lima é composto por duas unidades (trens) de refino, cada uma com capacidade de processamento de 115 mil barris por dia (bpd). No momento está em operação apenas o primeiro trem da refinaria, cuja produção começou em dezembro de 2014.


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