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30/03/18
Foto: Renato Spencer/ Acervo JC Imagem
Foto: Renato Spencer/ Acervo JC Imagem

Coronel Meira deve ser candidato ao governo, para dar palanque a Bolsonaro em Pernambuco

30 / mar
Publicado por jamildo em Notícias às 16:00

O coronel Luiz Meira, ex-Diretor Geral de Operações da PM de Pernambuco, na primeira gestão Eduardo Campos, em 2007, um militar conhecido por ser linha dura e de reputação ilibada, deve ser candidato ao governo do Estado, nestas eleições, pelo PSL, para dar palanque ao presidenciável Jair Bolsonaro no Estado.

Sem alarde, nesta semana que passou, antes de Bolsonaro viajar para Curitiba, os dois já se encontraram em Brasília, no gabinete do deputado federal.

A composição entre os militares ainda precisa do aval do deputado federal Luciano Bivar, presidente do PSL Nacional e cacique da legenda no Estado de Pernambuco. Responsável por garantir legenda a Bolsonaro, Bivar está nos Estados Unidos e volta na próxima segunda-feira.

Na terça-feira, os três deverão ter uma reunião, em Brasília, para possivelmente bater o martelo. “Só falta o olho no olho”, revela uma fonte do blog.

O coronel Meira, nesta mesma terça-feira, deve assinar a ficha de filiação no partido, em Brasília.

Antes de viajar a Brasília, para o encontro com Bolsonaro na terça-feira, na segunda-feira, em Pernambuco, o coronel Meira pode ter uma conversa pessoal com o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, do PR, para explicar a convocação.

Depois de ter abandonado o Metro do Recife, no ano passado, o militar assumiu como secretário de Ordem Pública de Jaboatão dos Guararapes,  com sua equipe. Na área política, Meira tem um irmão prefeito, em Camaragibe, que também usa o mesmo sobrenome, mas os dois não são próximos.

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De acordo com fontes do partido, o presidenciável ficou animado. Jair Bolsonaro somente deveria voltar ao Estado no mês de julho, em meio a sua pré-campanha presidencial. Nesta semana que passou, a agenda mudou. A visita de Bolsonaro agora deve ser realizada nos dias 26 e 27 de abril, na capital pernambucana.

A antecipação da visita tem uma explicação simples. Avançaram bastante as negociações de bastidores para que o presidenciável do PSL tenha um palanque local, com um candidato a governador do Estado e deputados federais e estaduais.

A estratégia está sendo tocada por um grupo de trabalho da cúpula do PSL e inclui a escolha de dois deputados, um federal e um estadual, com nomes ligados também a área de segurança.

A ideia inicial do partido era compor uma chapa com um nome de Caruaru, Sílvio Nascimento, do PSL local, mas depois as discussões evoluíram para um nome já reconhecido e com penetração em todo o Estado, com um estilo bastante próximo ao do capitão Bolsonaro.

Estilos de gravata

Meira já foi comandante também do Batalhão de Choque da PM e ficou conhecido, na capital pernambucana, por ter dado uma “gravata” em estudante que fazia “arruaça” em um protesto contra o aumento da tarifa de ônibus, no Recife. Veja a foto ‘histórica’ de Renato Spencer, do Acervo da JC Imagem.

Na época, 2005, políticos e entidades de direitos humanos fizeram um grande alarde na mídia contra a atitude do policial.

Parlamentares da antiga oposição até se juntaram aos estudantes na frente do palácio do Governo. Discursos inflamados na Alepe foram proferidos.

No ano de 2008, o mesmo tipo de “gravata” (imobilização) provocou a morte de um garoto de 13 anos e o colunista do JC Paulo Sérgio Scarpa questionou onde estavam os políticos, os parlamentares e os defensores dos direitos humanos?

“Verdade que o Cendhec se colocou à disposição da família do garoto para dar-lhe proteção, o que será feito pelo Gajop. Mas as duas entidades, além do MNDH (Movimento Nacional de Direitos Humanos), ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto com a mesma veemência do passado. Omissão ou cooptação?”

“A gravata do coronel Meira imobilizou o tal estudante que protestava nas ruas do centro, mas sem produzir conseqüências mais graves. A gravata do aspirante a PM matou uma pessoa, tornando ainda mais constrangedora a branda reação de entidades e políticos em torno do episódio”, registrou o blog, na época.


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