Blog de Jamildo

Técnicos do setor elétrico apontam precipitação na venda da Eletrobras

Técnicos da Gestão Integrada do São Fransciso (Gisf) produziram um documento que aponta, segundo eles, uma precipitação do governo do presidente Michel Temer (MDB) ao colocar em pauta o projeto de privatização da Eletrobras e suas subsidiárias, incluindo a Chesf, antes do estabelecimento do novo Marco Regulatório do Setor Elétrico brasileiro.

“As mudanças contempladas no Novo Marco Regulatório podem alterar significativamente os resultados das empresas a curto/médio prazos e sua discussão, já em andamento há mais de dois anos, deverá se prolongar no âmbito do Congresso Nacional”, afirma o documento.

Para eles, a discussão “está invertida e “com incertezas e riscos para o futuro das empresas”. Com o título “Estão colocando o carro na frente dos bois”, o documento elenca “alguns princípios básicos” que deveriam ser atendidos na “forma mais adequada” de abordar a privatização do setor. De acordo com técnicos da Gisf, a discussão deveria começar pelo estabelecimento do novo Marco Regulatório com a definição do novo modelo, deixando claro os riscos a serem enfrentados pelos investidores do setor. 

Apenas a partir disso, na avaliação deles, o governo poderia discutir a “possibilidade ou não de alteração do controle acionário total ou parcial do Grupo Eletrobrás”.

“Não há dúvida que a atratividade dos investidores, por um eventual processo de modificação do controle acionário total ou parcial do Grupo Eletrobrás, será profundamente reduzida face às incertezas quanto à aprovação dos novos conceitos regulatórios que esta proposta introduz”, argumenta.

“Diante da incerteza que se apresenta, a prudência recomenda, mais uma vez, que se trabalhe no sentido do geral para o particular, do global para o especifico, afim de que sejam obtidos resultados mais adequados para o processo e para a sociedade como um todo, afinal o custo do arrependimento pode ser elevado. Ainda há tempo de redirecionar as ações. Do jeito em que está, estão colocando o carro na frente dos bois…”, finaliza.