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14/02/18
Foto: André Nery / JC Imagem
Foto: André Nery / JC Imagem

Ministério Público instaura inquérito contra Michele Collins

14 / fev
Publicado por Douglas Fernandes em Notícias às 12:06

Após a publicação polêmica no seu perfil no Facebook em dizia estar “quebrando a maldição de Iemanjá lançada contra nossa terra em nome de Jesus”, a vereadora Michele Collins (PP) agora é alvo de um inquérito do Ministério Público do Estado para apurar uma possível violação à liberdade religiosa das diversas Comunidades de Terreiro. 

Segundo a decisão, publicada pelo Diário Oficial nesse sábado (10), a parlamentar deverá comparecer à 7ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania, Promoção e Defesa dos Direitos Humanos para prestar esclarecimentos em uma data ainda ser marcada. De acordo com o MPPE, a possível violação teria sido supostamente cometida no evento  “Seminário de Intercessão em Recife”, promovido pela Igreja Família 61 no dia 3 de fevereiro, na praia de Boa Viagem, no Recife.

A abertura do inquérito foi decidida pelo 7º Promotor de Justiça de Defesa da Cidadania, Promoção e Defesa dos Direitos Humanos Westei Conde y Martin Junior. Entre as várias considerações que basearam a sua decisão, o magistrado registrou a publicação polêmica da parlamentar nas redes sociais, que foi apagada depois pela vereadora.

O promotor convocou representantes da Igreja Família 61, da Comunidade de Terreiro Axé Àse Òrisànlá Tàlábí e diversas Comunidades de Terreiro no Estado para prestarem esclarecimentos. 

Em contato com o Blog de Jamildo, a vereadora Michele Collins disse que ainda não foi notificada e que aguardará receber a decisão. A parlamentar voltou a falar da postagem em sua rede social que causou polêmica.

“Eu apaguei a postagem porque eu entendi que houve algum equívoco no texto e pedi desculpa a quem se sentiu ofendido”, afirmou ao Blog.

Os advogados Pedro Josephi e Daniela Portella já haviam protocolado uma representação na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal do Recife contra Michele Collins na última quinta-feira (8). Segundo eles, a parlamentar teria cometido crimes contra o sentimento religioso, de injúria e de intolerância religiosa.


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