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22/06/17
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Sem previsão do Arco Metropolitano, projeto paliativo fica para 2019

22 / jun
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 13:16

O governador Paulo Câmara (PSB) espera assinar a ordem de serviço para a construção do Miniarco até outubro e o serviço deve ser executado em até 18 meses. O projeto é um paliativo, sem o Arco Metropolitano, para desafogar o trânsito da BR-101, em Abreu e Lima, e facilitar o acesso de Goiana, onde fica a fábrica da Jeep e outras empresas, ao Porto de Suape. A obra vai custar R$ 170 milhões e a rodovia será operada através de concessão.

Em entrevista à Rádio Jornal nesta quinta-feira (22), Paulo Câmara afirmou que três empresas estão finalizando os estudos e devem entregá-los em julho. “Espero dar a ordem de serviço em setembro, outubro, para aproveitar o verão”, afirmou.

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O Miniarco foi a solução encontrada pelo governo por não conseguir destravar o Arco, previsto desde 2008, ainda no primeiro governo de Eduardo Campos (PSB). O Arco havia sido incluído no pacote de concessões lançado pelo governo Dilma Rousseff (PT) em 2015, mas não foi mantido.

Segundo Paulo Câmara, não foi encontrada viabilidade econômica para o projeto a curto prazo. “Todos nós sabemos que vai
precisar de um Arco Metropolitano para o futuro. Não se pode ver apenas um curto prazo”, defendeu. Para tentar convencer a União a incluir o projeto nas concessões, o socialista pediu que fosse construída pelo menos uma estrada de mão dupla.

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Em sete anos, o Governo do Estado chegou a elaborar projetos para o Arco, mas, quando o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) assumiu a proposta, problemas com os direitos autorais do projeto de concessão restringiram os dados à versão antiga, o que motivou uma volta a um estágio inicial dos estudos. O custo inicial era de R$ 1,7 bilhão, como uma Parceria Público-Privada (PPP) e passou para R$ 1,34 bilhão quando foi anunciada uma licitação que não chegou a se concretizar, na inauguração da Jeep. Agora, o projeto não é sequer do interesse da União.


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