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30/01/17
Foto: @MichelTemer/Divulgação
Foto: @MichelTemer/Divulgação

Já atrasado, Ramal do Agreste fica para 2020

30 / jan
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 11:26

Necessário para que a Transposição do Rio São Francisco atenda aos municípios do Agreste pernambucano, região que sofre com a seca há mais de cinco anos, o projeto do Ramal do Agreste deve ser inaugurado só em 2020. Após mais de três anos de atrasos e transferências de responsabilidades sobre a obra, a ordem de serviço para a elaboração do projeto foi assinada nesta segunda-feira (30), pelo presidente Michel Temer (PMDB), em Floresta, no Sertão.

Foram liberados R$ 29 milhões para viabilizar a implementação dos projetos executivos complementares do Ramal do Agreste, que deverão ser elaborados em três meses. A previsão é que as obras comecem no segundo semestre deste ano e o prazo é de 36 meses.

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O projeto tem tem características semelhantes à da Transposição do Rio São Francisco. A água será captada do eixo leste no reservatório Barro Branco, em Sertânia, no Sertão. De lá, seguirá para o açude de Ipojuca, em Arcoverde, também no Sertão. Uma obra executada pelo Governo do Estado com recursos federais, a Adutora do Agreste, será responsável por levar a água até Gravatá.

A obra já foi de responsabilidade do ministério, passou para o Governo de Pernambuco quando Fernando Bezerra Coelho (PSB) era ministro da Integração Nacional e depois voltou para as mãos da União, sem nunca sair do papel.

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O edital de licitação saiu finalmente em abril de 2014, em passagem da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) por Serra Talhada, no Sertão. Porém, foi suspensa pelo próprio Ministério da Integração Nacional, após apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Em 2015, o processo licitatório foi iniciado novamente, mas voltou a ser suspenso. Um novo está em andamento desde o segundo semestre do ano passado, com relatórios publicados este mês, por Regime Diferenciado de Contratação, o RDC, uma modalidade mais ágil.

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Enquanto o Ramal do Agreste não sai, o governo Paulo Câmara (PSB) está tomando algumas medidas para evitar o desabastecimento na região. Uma delas foi a autorização para a Transposição do Rio Serinhaém para o Sistema Brejão, responsável pelo abastecimento do município de Bezerros, no último dia 13. O custo será de R$ 2,1 milhões, com recursos próprios. “A crise econômica que assola o País impediu que a solução estruturadora definitiva, que são a Transposição do Rio São Francisco, junto à Adutora do Agreste, fizessem com que a água já estivesse nas torneiras da população, mas essa intervenção amenizará o problema”, disse o socialista na cerimônia para assinar a ordem de serviço.


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