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05/08/16
Foto: Camara dos Deputados
Foto: Camara dos Deputados

PGR faz mais uma denúncia contra pernambucano Eduardo da Fonte ao STF

05 / ago
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 17:31

Agência Brasil – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta sexta-feira (5) o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, na Operação Lava Jato. De acordo com a denúncia, o parlamentar recebeu R$ 300 mil para beneficiar a empreiteira UTC Engenharia nas obras da Petrocoque, uma empresa controlada pela Petrobras.

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A acusação foi feita com base nos depoimentos de delação premiada do dono da empreiteira, Ricardo Pessoa. Na delação, Pessoa afirmou que, após reuniões na sede da construtora em São Paulo, pagou R$ 300 mil solicitados por Eduardo da Fonte em troca de ajuda para conseguir um contrato com a Coquepar. Segundo o delator, R$ 100 mil foram repassados em espécie e R$ 200 mil em doações oficiais ao diretório do PP em Pernambuco, montante que foi repassado à campanha eleitoral do deputado em 2010.

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Nos depoimentos, Ricardo Pessoa disse que levou um “passa-moleque” do parlamentar, porque não se efetivaram as obras. Além de Fonte, também foi denunciado Djalma Rodrigues de Souza, executivo da Petrobras na época dos fatos.

Em nota, a assessoria de Eduardo da Fonte informou que o deputado irá prestar todos os esclarecimentos ao STF e disse que considera “um absurdo o suposto chefe do cartel das empreiteiras levar um ‘passa-moleque’ de alguém”.

Outra denúncia

Janot já havia denunciado Eduardo da Fonte em junho pelo crime de corrupção passiva em um dos inquéritos da Operação Lava Jato. De acordo com o procurador, o deputado “intermediou a solicitação” de R$ 10 milhões para que o ex-senador Sérgio Guerra (PEDB-PE), que morreu em 2014, e a bancada do partido barrasse as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em 2009. Segundo a denúncia, em novembro de 2009 o deputado participou de uma reunião, na qual o pagamento de propina foi tratado para que CPI aprovasse um relatório genérico, sem a responsabilização de pessoas.


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