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21/06/16
Foto: Marcelo Soares/JC Imagem
Data: 18/07/10
Assunto: POLITICA - Eleicao - Inauguracao do comite de Eduardo Campos - O candidato a governador Eduardo Campos discursa na inauguracao do seu comite.
Foto: Marcelo Soares/JC Imagem Data: 18/07/10 Assunto: POLITICA - Eleicao - Inauguracao do comite de Eduardo Campos - O candidato a governador Eduardo Campos discursa na inauguracao do seu comite.

Provas usadas na Operação Turbulência são de inquérito sobre suposta propina na campanha de Eduardo Campos em 2010

21 / jun
Publicado por Amanda Miranda em Notícias às 11:02

A Polícia Federal afirmou, nesta terça-feira (21), que as empresas envolvidas na Operação Turbulência eram usadas para lavar dinheiro retirado da Petrobras e da Transposição do Rio São Francisco. As investigações da PF se basearam em provas compartilhadas com inquéritos da Justiça Federal de Curitiba e do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Lava Jato. Uma dessas frentes é de apuração sobre suposta propina na campanha de reeleição de Eduardo Campos (PSB) ao Governo do Estado em 2010.

Através das provas obtidas na Lava Jato e compartilhadas com a Turbulência, a PF descobriu que na campanha de 2014 a construtora OAS pode ter transferido R$ 18 milhões para o esquema de empresas de fachada para financiar campanha de Eduardo. A verba foi transferida para a empresa de fachada Câmara e Vasconcelos Locação e Terraplanagem. A OAS alega, porém, que o dinheiro seria para obras de terraplanagem da Transposição do Rio São Francisco.

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O delegado Daniel Silvestre afirmou que o inquérito que está no STF é sobre uma possível doação ilícita para a campanha de 2010. Teria havido pagamentos posteriores até ao período eleitoral, no primeiro semestre de 2011, provavelmente para dívidas de campanha, segundo a Polícia Federal.

Pf

Através de provas obtidas pela Justiça Federal no Paraná, foi descoberto o envolvimento de operadores financeiros ligados a empreiteiras no Recife. “Os operadores do Recife tinham consciência de que se tratava de produto de desvio”, defendeu o delegado.

Dezoito contas bancárias, a maioria delas de empresas e apenas duas de pessoas físicas, movimentaram o dinheiro. Ao todo, a Polícia Federal calcula que R$ 600 milhões foram usados. Dezessete delas têm sede em Pernambuco, principalmente na Região Metropolitana do Recife, e apenas uma em Goiás. Há indícios, porém, de que havia braços da organização no Uruguai.

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Foram presos dois empresários no Recife: Apolo Santana Vieira e Arthur Roberto Lapa Rosal. Outros dois estavam em São Paulo e foram trazidos para o Recife. Segundo a PF, policiais acompanharam a viagem de Eduardo Freire Bezerra Leite e João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho para a cidade durante a madrugada e deram voz de prisão ao chegar ao destino. Paulo César de Barros Morato não foi localizado e é considerado foragido.

Os presos devem ser indiciados por lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, de acordo com o nível de envolvimento no esquema. Se condenados podem pegar penas que variam de 3 a 10 anos e de 3 a 8 anos de prisão, respectivamente.

» Ouça a íntegra da coletiva de imprensa da Polícia Federal que explica o caso:

Foram apreendidas três aeronaves, sendo dois helicópteros e um avião, com valor estimado em R$ 9 milhões. Além disso, quatro carros de luxo e R$ 10 mil. A PF conseguiu cumprir 35 mandados de busca e apreensão, 16 de coerção coercitiva e quatro de prisão.


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